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06/11/2007 - 02h54

Repórteres mexicanos desaparecidos podem estar ligados ao tráfico

Monterrey (México), 5 nov (EFE).- A Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Nuevo León, no norte do México, informou nesta segunda-feira que suspeita que os dois jornalistas de uma rede de televisão local desaparecidos em maio tinham vínculos com o narcotráfico.

O promotor de Nuevo León, Luis Carlos Treviño, expôs a teoria durante um comparecimento no Congresso estadual. Ele falou sobre as investigações do seqüestro do repórter Gamaliel López e do cinegrafista Gerardo Paredes, da "TV Azteca".

Segundo Treviño, López chegava antes da Polícia a cenas de assassinatos violentos, nos quais os chefes do narcotráfico deixavam mensagens nos corpos de suas vítimas.

O promotor destacou um recado do narcotráfico que surgiu misteriosamente numa de suas patrulhas, várias horas depois de os agentes examinarem a cena de um crime.

"Em seguida, os grupos do crime organizado começaram a falar ao canal 7 da 'TV Azteca Nordeste', perguntando por que não publicavam o recado. O texto incluía ameaças a mim e ao então secretário-geral de Governo", lembrou.

Mais tarde, foi achado um corpo "com um recado com o mesmo texto, e o repórter estava no lugar dois minutos depois", comentou.

Treviño citou outros eventos em que o mesmo jornalista chegou antes da Polícia. Num deles, apareceu no lugar exato onde tinham deixado um cadáver mutilado, com um recado.

"As investigações sugeriam que os repórteres estavam trabalhando para esse tipo de grupos", acusou.

O promotor acrescentou que a vinculação com o crime organizado é perigosa e que "as conseqüências são fatais".

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