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12/11/2007 - 16h04

Ministro equatoriano diz que seu país faz fronteira com Farc e ELN

Quito, 12 nov (EFE).- O ministro da Defesa equatoriano, Wellington Sandoval, afirmou hoje que o Equador não faz fronteira com o norte da Colômbia, "mas com (a guerrilha das) Farc e com o ELN", já que, a seu critério, Bogotá não mantém um controle efetivo de seu território fronteiriço.

Em declarações à emissora "Rádio Quito", Sandoval disse que o principal problema das incursões guerrilheiras no Equador é que a Colômbia "não mantém soberania em sua fronteira" e asseverou que, por este motivo, a fronteira é "com as Farc e o ELN", que têm uma importante presença na região.

Sandoval, que na semana passada foi à região fronteiriça para comprovar os efeitos em um povoado equatoriano de um incidente armado entre militares colombianos e supostos guerrilheiros, reiterou que existem marcas de bala em casas do povoado de Santa Rosa.

No entanto, o ministro afirmou que não se pode determinar ainda se os disparos foram feitos pelos militares ou pela guerrilha e insistiu no prosseguimento da investigação da Comissão Binacional de Fronteira para esclarecer o incidente.

Este tipo de incidente, acrescentou Sandoval, acontece quando os militares colombianos, que segundo ele não têm uma "posse" efetiva e permanente de sua faixa fronteiriça na selva, fazem "varreduras para tentar limpar os guerrilheiros", que estão nessas regiões.

O ministro de Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, rebateu prontamente as declarações de Sandoval.

Araújo, em declarações a "Caracol Radio", disse que não cabe a sua pasta se referir a temas de Defesa, mas ressaltou que a Colômbia combate os guerrilheiros e os cultivos ilegais do narcotráfico na área de fronteira com o Equador, que é de 586 quilômetros de extensão.

Contudo, o chanceler colombiano ressaltou que o que podia dizer é que seu país mantém um combate frontal com todas as forças terroristas em seu território. "Combatemos com toda a decisão e com toda a capacidade de nossas Forças Militares as Farc e o ELN", declarou.

Araújo acrescentou que Colômbia e Equador têm relações "cordiais e construtivas" e um "comércio muito intenso de mais de US$ 2 bilhões ao ano".

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