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19/11/2007 - 06h22

Olmert e Abbas decidem hoje sobre declaração conjunta de Annapolis

Jerusalém, 19 nov (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, decidirão hoje se levarão à conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, uma declaração conjunta ou documentos separados.

"O documento conjunto não é um requisito, e ainda resta tempo (para negociar)", asseguraram à Agência Efe fontes diplomáticas israelenses ao descartar que exista uma crise nas conversas preliminares que possa obstaculizar a realização da conferência.

"Precisamente, as conversas de ontem foram intensas e o diálogo prossegue... teremos de ver o que será decidido hoje", acrescentou a fonte, próxima às negociações.

Abbas e Olmert se encontrarão em Jerusalém para decidir seus próximos passos antes da conferência, que será realizada no dia 27 de novembro, na base naval de Annapolis, em Maryland (EUA), e que durará aparentemente poucas horas.

O objetivo inicial das partes era criar uma declaração conjunta para estabelecer as bases de uma negociação que conduza à criação de um Estado palestino e de um acordo definitivo de paz.

Mas esse objetivo parece, neste momento, inalcançável, e "já se pode afirmar, com um alto grau de probabilidade, que os livros de história não contarão que em Annapolis nasceu o Estado palestino", escreve o veterano jornalista Shimon Schiffer na edição de hoje do jornal "Yedioth Ahronoth".

Segundo o jornal, o objetivo se vê bloqueado por interesses políticos internos que impedem que o primeiro-ministro israelense possa dar algum passo concreto sem perder a maioria parlamentar que sustenta seu Governo.

O partido ultra-ortodoxo Shas e o ultranacionalista Israel Beiteinu ameaçaram deixar o Governo se forem estabelecidos prazos e datas para o processo, em vez de exigir o fim do terrorismo como condição para qualquer negociação de paz.

Como alternativa à declaração conjunta, as partes poderiam acordar a leitura de dois documentos, ou discursos separados, nos quais expressem sua disposição a iniciar negociações de paz e no qual comentem suas expectativas do processo.

Pouco antes da reunião entre Olmert e Abbas, espera-se que o Conselho de Ministros de Israel aprove a libertação de outros 450 presos palestinos, no que seria um gesto de boa vontade em direção a Abbas.

Segundo fontes governamentais, estes presos não estão envolvidos em atentados que tenham causado vítimas entre a população ou o Exército israelense, uma postura que o Estado judeu também manteve nas duas ocasiões anteriores em que libertou prisioneiros palestinos, neste mesmo ano.

A ANP tinha pedido a Israel a libertação de dois mil presos, incluindo palestinos condenados por crimes de sangue.

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