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21/11/2007 - 10h32

Rei Abdullah pede a Musharraf que permita retorno de Sharif ao Paquistão

Lahore, 21 nov (EFE).- O rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdelaziz, pediu ao presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, que permita ao ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif retornar a este país antes das eleições de 8 de janeiro, afirmaram hoje fontes diplomáticas em Islamabad.

Segundo as fontes, o monarca pediu ao general que permita a volta de Sharif, que mora na cidade saudita de Jidá, para que este concorra às eleições à frente de seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão-N (LMP-N).

Na terça-feira, Musharraf se encontrou com o rei Abdullah em uma breve visita de um dia à Arábia Saudita, de onde retornou na madrugada de hoje.

Sharif tentou sem sucesso pôr fim a seu exílio e retornar ao Paquistão em setembro, mas foi deportado pelo regime de Musharraf logo após chegar ao aeroporto de Islamabad.

As mesmas fontes acrescentaram que, na ocasião, o presidente paquistanês afirmou às autoridades sauditas que Sharif poderia voltar ao Paquistão antes das eleições legislativas.

Segundo a versão oficial, a visita de Musharraf à Arábia Saudita teve o objetivo de discutir com o rei Abdullah "assuntos de interesse regional e internacional".

O general justificou ainda ao monarca saudita sua decisão de declarar o estado de exceção no Paquistão, no dia 3, devido à deterioração da lei e da ordem, ao terrorismo e ao conflito entre o poder Executivo e o Judiciário.

Fontes do Governo tinham indicado que, durante sua estadia na Arábia Saudita, Musharraf poderia manter contatos "indiretos" com Sharif, mas não foi confirmado se isso aconteceu.

Na semana passada, o presidente paquistanês enviou uma delegação à Arábia Saudita para se reunir com Sharif na busca de uma "reconciliação" política, após a ruptura do diálogo entre o general e a também ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.

As conversas entre Bhutto e Musharraf foram interrompidas com a declaração do estado de exceção, o que levou à ex-governante a entrar em contato com outros dirigentes da oposição, entre eles Sharif, para tentar criar uma aliança unida de oposição ao general.

Musharraf decretou o estado de exceção alegando o aumento da violência radical e a "ingerência" de altos cargos do Judiciário na política do Governo.

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