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03/12/2007 - 18h41

Olmert diz que criação de Estado palestino é imprescindível para Israel

Jerusalém, 3 dez (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, insistiu hoje em que a criação de um Estado palestino é imprescindível para Israel, já que só assim será possível garantir a existência de um estado judeu no futuro.

"Não há alternativa. Ben-Gurion tinha razão", afirmou Olmert em uma sessão especial no Parlamento israelense (Knesset) por ocasião do 60º aniversário da aprovação do plano de partilha da Palestina pela ONU em 29 de novembro de 1947, em sessão presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha.

David Ben-Gurion foi o chefe do primeiro Governo israelense e, como responsável do movimento sionista naquela época, aceitou o plano e declarou a independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948.

Essa declaração sofreu muita oposição do campo nacionalista judeu, o qual exigia todo o território a oeste do Rio Jordão, repudiando assim a proposta da ONU.

"Cresci em uma família do movimento Betar (nacionalista), e meu pai se opôs taxativamente ao plano de partilha. Mas devo dizer hoje que Ben-Gurion tinha razão", sustentou o atual chefe de Governo israelense, para quem a criação de um Estado palestino agora é tão necessária como em 1947.

"A escolha, tanto há 60 anos como agora, é entre um estado judeu em uma parte da Terra de Israel, ou um estado binacional em toda a Terra de Israel", declarou, respondendo ele mesmo que a segunda alternativa é sempre a pior.

Na semana passada, durante a Conferência de Annapolis (Estados Unidos), Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) anunciaram a vontade de iniciar negociações para alcançar a paz na região, rumo à criação do Estado palestino de acordo com o eixo central da proposta de 1947.

Participaram da sessão de hoje no Knesset familiares de três diplomatas latino-americanos que foram peças-chave para o plano de partilha, além de Oswaldo Aranha: o guatemalteco Jorge García Granados, o uruguaio Enrique Rodríguez Fabregat e o peruano Arturo García Salazar.

Os três fizeram parte da comissão da ONU que elaborou o plano, a UNSCOP (sigla em inglês).

É atribuído a Oswaldo Aranha o fato de ter atrasado os debates para permitir que o movimento sionista reunisse os votos necessários.

A sessão foi aberta pela presidente do Knesset, Dalia Itzik, com o mesmo martelo usado pelo brasileiro na histórica sessão da ONU.

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