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07/12/2007 - 02h04

HRW pede a Governo dos EUA mais cuidados para presos com HIV

Nova York, 7 dez (EFE).- A organização Human Rights Watch (HRW) pediu nesta quinta-feira ao Governo dos Estados Unidos melhores cuidados e tratamentos para os imigrantes detidos nas prisões do país que são portadores do vírus HIV.

A organização defensora dos direitos humanos considera que o Departamento de Segurança Interior (DHS, em inglês) não cumpre a sua obrigação com os direitos dos presos soropositivos, segundo um relatório.

O estudo do HRW calcula em cerca de 30 mil os imigrantes reclusos em centenas de prisões e centros de detenção por todo o país.

"O Governo dos EUA não tem idéia de quantos desses imigrantes são portadores do vírus ou estão com aids, quantos precisam de tratamento ou estão recebendo o cuidado necessário", afirmou em comunicado Megan McLemore, do Programa de HIV/aids da organização.

O relatório cita relatos de alguns detidos que tiveram o tratamento negado ou atrasado, com graves prejuízos para sua saúde.

A organização diz que as instalações de detenção para imigrantes não oferecem de forma contínua os remédios e exames necessários no tratamento da infecção. Além disso, não garantem a confidencialidade ou proteção dos afetados contra comportamentos discriminatórios.

McLemore afirmou que o Governo "não pode se eximir da sua responsabilidade de proteger o bem-estar, a saúde e as vidas dos imigrantes soropositivos".

O relatório menciona a morte de Victoria Arellano, de 23 anos, que morreu em julho, após passar oito semanas num centro de detenção em San Pedro (Califórnia).

Victoria começou a vomitar sangue e também apareceram traços de sangue em sua urina. Os sintomas e a sua crescente fraqueza causaram alarme na prisão. Na clínica do centro, a única recomendação foi para tomar Tylenol e beber muita água.

Uma semana depois, Victoria morreu.

O relatório diz que o caso "é um exemplo extremo, mas não surpreendente do sofrimento de imigrantes detidos com HIV/aids".

A pesquisa da HRW se baseou em entrevistas com detentos, ex-presidiários e funcionários, e numa análise independente dos tratamentos médicos oferecidos nos centros de detenção.

O relatório inclui uma série de recomendações às agências do Governo nessa área. Uma delas é aumentar o número e a qualidade das inspeções por parte do Escritório do Inspetor Geral do DHS.

A HRW também pede a proteção dos grupos mais vulneráveis a abuso e assédio, com uma política não discriminatória e que melhore a formação do pessoal que trabalha nos centros de detenção.

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