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12/12/2007 - 09h57

Uribe deseja que Farc libertem os reféns sem condições prévias

Paris, 12 dez (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, reiterou suas condições para uma troca humanitária e insistiu em que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm que libertar os reféns de forma "incondicional e unilateral".

"Se as Farc querem entregar os reféns ao presidente (francês Nicolas) Sarkozy ou às autoridades venezuelanas, nosso Governo ficaria muito feliz com estas libertações unilaterais e incondicionais", afirmou Uribe em entrevista publicada hoje no jornal francês "Le Figaro".

Quanto a suas condições para uma troca humanitária, Uribe afirmou que o Governo "não poderia, como parte de um acordo humanitário, o que seria suscetível de ameaçar a segurança democrática do povo colombiano".

"Por isso, não aceitamos a zona de retirada" das forças de segurança. "Exigimos que os militantes das Farc que poderiam sair da prisão se comprometam a abandonar a guerrilha".

O presidente afirmou que são necessários "observadores internacionais para garantir a segurança" da zona de encontro que propôs para facilitar a troca de 45 reféns das Farc em troca de 500 guerrilheiros presos.

Uribe rejeitou as críticas por se negar a dialogar com a guerrilha e lembrou que libertou Rodrigo Granda, considerado o responsável por assuntos exteriores das Farc, e autorizou a libertação de 150 rebeldes que estavam presos.

"A esses esforços, a guerrilha respondeu com assassinatos, mentiras e enganos", afirmou.

Interrogado pelas recentes provas de vida da refém Ingrid Betancourt, que tem nacionalidade francesa, o presidente colombiano respondeu que não o surpreenderam.

Ele lembrou que a guerrilha deu provas de vida de 16 das pessoas passíveis de troca que estão seqüestradas, mas não das outras 31.

"Queira Deus que se levem em conta as reivindicações de Nicolas Sarkozy e da comunidade internacional e que assistamos a uma libertação imediata, incondicional e unilateral dos reféns", afirmou.

"Aos franceses, queria enviar esta mensagem: a Colômbia tem um Governo democrático que enfrenta uma máfia, porque a guerrilha esqueceu sua ideologia e se transformou em uma máfia de mercenários", alegou.

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