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14/12/2007 - 15h15

Trípoli afirma que ninguém pode dar lições de direitos humanos à Líbia

Paris, 14 dez (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores líbio, Abdel Rahman Shalgam, recusou hoje as acusações por violações dos direitos humanos do regime de Muammar Kadafi, e negou que as enfermeiras búlgaras tenham sido torturadas durante os oito anos em que estiveram detidas em seu país.

Shalgam, que foi a Paris acompanhando o líder líbio em uma visita oficial, anunciou que se reunirá no dia 3 de janeiro com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

"Ninguém pode dar lições à Líbia sobre os direitos humanos", ressaltou em relação à polêmica política gerada na França pela visita de Kadafi, e a vinculação deste com o terrorismo internacional e com o tratamento às enfermeiras e ao médico búlgaros libertados em julho.

O ministro líbio assinalou que os direitos humanos estão sujeitos à interpretação, porque "cada sociedade tem seus próprios valores", e como exemplo assinalou que na Europa a união homossexual é relacionada com os direitos humanos, enquanto a poligamia é criticada.

Perguntado se as enfermeiras e o médico búlgaros foram torturados - como eles asseguraram - enquanto estiveram detidos em seu país acusados de contaminar com o vírus da aids centenas de crianças, respondeu que "a tortura na Líbia não existe".

Anteriormente Shalgam havia admitido que há abusos de poder, que esses comportamentos são alvo de processos, e que há pessoas presas por causa disso.

Reiterou que "não há relação" entre a libertação dos profissionais da saúde búlgaros e os acordos assinados esta semana com as autoridades francesas, que incluem contratos cujo montante poderia alcançar os 10 bilhões de euros, segundo disse na segunda-feira o presidente Nicolas Sarkozy.

O ministro de Exteriores líbio disse estar "surpreendido" com a afirmação de seu colega francês, Bernard Kouchner, de que Kadafi despreza os direitos humanos.

Apesar do incidente, Shalgam insistiu nos "agradecimentos a Sarkozy" pela maneira com que Kadafi foi "calorosamente" recebido em Paris.

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