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16/12/2007 - 16h18

Mercosul "não está para festas", diz Vázquez ao cancelar jantar presidencial

Montevidéu, 16 dez (EFE).- O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, resolveu suspender o tradicional jantar de chefes de Estado do Mercosul, que seria realizado amanhã, porque "o bloco não está para festas", segundo afirmaram hoje fontes oficiais.

Os encarregados do protocolo do Ministério das Relações Exteriores já tinham reservado a Chácara San José, na região de Montevidéu, para que Vázquez recebesse nesta segunda-feira à noite os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai, dos países associados ao Mercosul, e da Venezuela, que está em processo de adesão como membro pleno.

O Uruguai exerce neste semestre a Presidência temporária do bloco, e organiza amanhã e terça-feira a cúpula do bloco.

"O Mercosul está mal, não está para festas", disseram à Agência Efe fontes oficiais para explicar a decisão de Vázquez.

Tanto o presidente como os principais líderes da oposição uruguaia concordaram em afirmar que o bloco regional "não serve para o Uruguai como está".

"É preciso um sentimento comum para superar as muitas dificuldades, desde os desentendimentos até os obstáculos para o ingresso nos mercados", declarou recentemente o ministro da Economia e de Finanças uruguaio, Danilo Astori.

"Não devemos esconder as dificuldades existentes, que são várias e se agravam porque o bloco tem 16 anos de criação e ainda há muitos problemas pendentes", acrescentou Astori.

Os ministros das Relações Exteriores e da Economia do Mercosul também se encontrarão amanhã para a 34ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC).

Com relação às expectativas do encontro, devem surgir avanços importantes para o processo de integração, que "são muito poucos", ainda segundo as mesmas fontes.

Vázquez passará na terça-feira a Presidência rotativa do Mercosul - com mandato de seis meses - à presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Uruguai e Argentina estão envolvidos em uma polêmica sobre a fábrica de celulose construída em território uruguaio (às margens do rio Uruguai, que separa os dois países) por uma empresa finlandesa e que, segundo os argentinos, causará um desastre ambiental na região.

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