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21/12/2007 - 19h10

Pentágono afirma que Congresso aprovou verbas para Iraque "às pressas"

Washington, 21 dez (EFE) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, criticou hoje a aprovação "às pressas" dos fundos para o Iraque e ao Afeganistão pelo Congresso, por considerar que isso colocaria em risco as conquistas militares na região.

Em entrevista coletiva concedida no Pentágono, Gates elogiou a aprovação, na noite de quarta-feira, de US$ 70 bilhões para as campanhas militares no Iraque e no Afeganistão, o que "representa apenas uma solução parcial".

A verba, menor que a solicitada pelo presidente americano, George W. Bush, foi incluída em um projeto de lei de gastos de US$ 555 bilhões para o ano fiscal de 2008, que financia as operações de 14 agências do Governo federal.

"Ao receber menos da metade do solicitado para financiar as operações militares globais, sem uma ação oportuna do Congresso no próximo ano, enfrentaremos novamente o risco de ficar sem dinheiro", advertiu o chefe do Pentágono.

"Também estou muito preocupado com o financiamento da guerra, às pressas, que está nos obrigando a fazer planos e decisões a curto prazo e a abandonar ações necessárias" na região, afirmou Gates.

Ao fazer um balanço de seu primeiro ano no cargo, Gates destacou que 2007 começou com o envio de tropas adicionais dos EUA ao Iraque e "terminou com uma drástica redução da violência" no país.

Ele defendeu as conquistas dos Estados Unidos e de seus aliados na luta global contra o terrorismo, embora tenha enfatizado que a "guerra está longe de acabar".

"Devemos proteger e garantir as conquistas obtidas com o sangue de nossas tropas, aliados e parceiros no Iraque", acrescentou.

Em setembro, Gates se mostrou confiante em que os EUA reduziriam o número de tropas no Iraque para cerca de cem mil no final de 2008, dependendo da estabilidade no país.

Questionado sobre isso hoje, ele reconheceu "um erro de julgamento" ao fornecer um número concreto e informou que "várias circunstâncias na região" determinarão a redução de tropas, entre elas o relatório que será apresentado em março pelo encarregado do contingente americano no Iraque, o general David Petraeus.

De acordo com os planos do Pentágono, os Estados Unidos deveriam diminuir o número de brigadas de combate de vinte para quinze até o primeiro semestre de 2008, o que equivale a aproximadamente 130 mil soldados.

"Obviamente, queremos manter as conquistas já alcançadas. Se dermos continuidade à retirada militar nos mesmos níveis do primeiro semestre, e se as condições permitirem, reduziremos o número de brigadas de combate a cerca de dez até o fim" do mandato de Bush, informou Gates.

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