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03/01/2008 - 18h39

Cientistas descobrem gene do nanismo microcefálico

Washington, 3 jan (EFE).- Um grupo internacional de cientistas anunciou hoje a descoberta do gene do nanismo microcefálico, um transtorno que interrompe o crescimento corporal e cerebral de uma pessoa, mas não reduz sua inteligência.

Em um relatório divulgado pela revista "Science", cientistas americanos, alemães, ingleses, poloneses e holandeses indicaram que se trata do gene PCNT, que causa mutações que afetam a separação dos cromossomos durante a divisão celular.

Os adultos com esta rara doença hereditária chegam a medir em média um metro de altura, e, embora seu cérebro seja comparável, em tamanho, ao de um bebê de três meses, seu desenvolvimento intelectual é quase normal.

O estudo indica que até agora não se determinaram os mecanismos que produzem estes efeitos em nível celular, mas afirma que é "interessante" o fato de que outras formas genéticas de microcefalia já tenham sido vinculadas a uma divisão celular anormal.

Segundo os cientistas, é possível que o esqueleto descoberto em 2004 na ilha de Flores, na Indonésia, corresponda a um paciente de nanismo microcefálico.

Para os cientistas, o homem viveu na ilha há 18 mil anos, junto a elefantes pigmeus e a dragões de Komodo.

Inicialmente os cientistas australianos e indonésios que realizaram a descoberta acharam que se tratava de um novo antepassado do homem, ao qual deram o nome científico de Homo floresiensis.

O esqueleto era de uma mulher de apenas um metro de altura, com um peso de 25 quilos, e que tinha cerca de 30 anos no momento de sua morte.

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