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16/01/2008 - 15h59

Bush reafirma otimismo quanto a processo de paz no Oriente Médio

César Muñoz Acebes Sharm el-Sheikh (Egito), 16 jan (EFE).- O presidente americano, George W. Bush, reiterou hoje o seu otimismo quanto ao processo de paz entre israelenses e palestinos, apesar do aumento da violência na Faixa de Gaza e do enfraquecimento do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Em Sharm el-Sheikh, cidade egípcia no extremo sul da Península do Sinai e que esteve no centro da guerra de 1967 entre Israel e seus vizinhos árabes, Bush prometeu que não deixará as negociações em segundo plano.

No fim de sua viagem oficial pelo Oriente Médio, o presidente americano disse que voltará à região em maio, para incentivar a paz em um lugar que não visitava há muito tempo.

"Quando digo que voltarei para continuar envolvido, e que me sinto otimista quanto a um acordo, eu estou dizendo a verdade", afirmou Bush em declarações dadas junto a seu colega egípcio, Hosni Mubarak.

Durante sete anos, o presidente americano evitou interferir pessoalmente no conflito entre palestinos e israelenses, mas decidiu fazê-lo agora - como fez seu antecessor, Bill Clinton -, apenas no fim de seu mandato.

Em sua primeira visita a Israel e à Cisjordânia, por onde iniciou sua viagem de oito dias pelo Oriente Médio, Bush disse estar confiante de que esse acordo de paz será alcançado antes de ele deixar a Casa Branca, em janeiro de 2009.

No entanto, desde que Bush deixou Israel na semana passada para continuar a viagem oficial rumo a países árabes, a situação na região piorou.

Em Gaza, cerca de 20 palestinos morreram desde terça-feira por causa de diferentes operações realizadas por Israel em represália ao lançamento de foguetes contra seu território.

Ao mesmo tempo, o partido ultranacionalista israelense Yisrael Beiteinu ("Israel, nossa casa", em hebraico) deixou hoje a coalizão de Governo de Ehud Olmert, por não aceitar a devolução de terra aos palestinos.

Se o partido ortodoxo sefardita Shas - outra legenda que também criticou o processo de paz - seguir o mesmo caminho, Olmert se verá obrigado a renunciar, o que provavelmente causaria a convocação de eleições antecipadas no país.

Enquanto estes problemas surgiam na Terra Santa, Bush visitava países árabes para obter apoio às negociações.

"Desejo que haja um acordo de paz antes do fim do mandato de Bush", disse Mubarak, acrescentando que seu país está pronto para colaborar com os Estados Unidos e com o Quarteto de Madri (EUA, União Européia, Rússia e ONU) para pôr fim ao confronto "e abrir novos horizontes para o Oriente Médio".

Bush reconheceu a ajuda de seu colega egípcio em uma visita-relâmpago de menos de três horas a Sharm el-Sheikh, a qual foi "obrigado" a fazer, já que o Egito é o principal aliado árabe dos EUA.

A Casa Branca enfatizou que Bush usaria a viagem também para promover a sua cruzada pela implantação da democracia no Oriente Médio, algo que o presidente americano anunciou solenemente no discurso de posse de seu segundo mandato, em janeiro de 2005.

No entanto, Bush não quis causar incômodo hoje e disse apenas esperar que o Governo egípcio dê "mais voz" a seus cidadãos no futuro.

O Governo do Cairo prendeu jornalistas e opositores políticos nos últimos anos, e o próprio departamento de Estado americano denunciou torturas e detenções arbitrárias no país africano.

Mais uma vez, Bush reservou duras palavras para o Irã, advertindo ao governo de Teerã, assim como ao da Síria e "seus aliados", que devem pôr fim "a suas interferências" no Líbano e a suas tentativas de abalar o processo político nesse país.

Bush pediu a escolha "imediata e incondicional" de um presidente libanês, algo que está para acontecer desde o final de novembro passado, mas que enfrenta a falta de acordo entre a maioria parlamentar anti-Síria e a oposição pró-Síria.

Na terça-feira, três pessoas morreram em Beirute e 21 ficaram feridas em um atentado contra um veículo da embaixada dos EUA.

Mubarak disse que "a questão palestina é o coração dos problemas e do conflito no Oriente Médio".

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