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16/01/2008 - 05h17

Cisjordânia e Gaza ficam de luto pela morte de 19 palestinos

Gaza, 16 jan (EFE).- A população da Cisjordânia e de Gaza inicia hoje um período de três dias de luto e de greve em protesto contra a morte, ontem, de pelo menos 19 palestinos em Gaza, durante uma incursão militar do Exército israelense e um ataque da aviação que deixaram também cerca de 50 feridos.

O luto foi decretado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, com sede em Ramala. A medida ignorou o conflito com o movimento islâmico Hamas, que tomou o poder na Faixa de Gaza em 2007. Para alguns analistas políticos, este pode ser o início de uma reaproximação entre os dois lados.

Segundo fontes palestinas, 15 mortos eram milicianos, a maioria do Hamas. Os outros quatro eram civis. Eles serão enterrados hoje.

O ex-ministro de Relações Exteriores palestino Mahmoud Zahar, dirigente do Hamas, perdeu um filho nos combates com as forças israelenses. Ele afirmou que "a vingança será segundo a antiga lei do talião, olho por olho e dente por dente".

O Exército israelense suspendeu por enquanto as incursões em Gaza. Mas voltou a entrar na Cisjordânia, onde os soldados mataram o chefe da Jihad Islâmica, Walid Abeide Abu el-Qassam, de 40 anos, na localidade de Kabatya, vizinha a Nablus.

Além disso, forças israelenses, que na semana passada realizaram uma prolongada incursão em Nablus contra "a infra-estrutura terrorista", voltaram hoje à localidade e detiveram 24 palestinos.

Nos choques da véspera, em Gaza, um franco-atirador palestino matou um equatoriano, Carlos Andrés Mosquera Chávez, que instalava encanamentos para irrigação numa plantação de batatas do kibutz Ein Hashlosha, no sul de Israel.

A incursão militar causou uma imediata reação dos milicianos em Gaza. Eles dispararam 40 foguetes Qassam e dezenas de bombas contra localidades israelenses vizinhas.

Alguns projéteis deixaram cinco feridos entre os civis da cidade de Sderot, a quatro quilômetros da fronteira. Mais 20 pessoas receberam atendimento por causa de ataques de pânico, segundo fontes policiais. Houve sérios danos materiais em diferentes pontos da cidade e em torres de alta tensão. A população ficou sem luz durante várias horas.

Segundo a rádio pública israelense, vários ministros de Estado consideram "imperiosa" uma invasão em grande escala para impedir os ataques dos palestinos de Gaza. Mas fontes militares afirmam que, por enquanto, continuarão as "operações de rotina".

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