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19/01/2008 - 12h06

ONU diz que ataques de Israel põem em dúvida compromisso com a paz regional

Genebra, 19 jan (EFE).- O relator especial de direitos humanos da ONU para os territórios palestinos, John Dugard, denunciou as recentes mortes de cerca de 40 palestinos e os ataques do Exército israelense em Gaza, o que, na opinião dele, põe em dúvida o compromisso de Israel com o processo de paz na região.

Em comunicado divulgado hoje pelas Nações Unidas em Genebra, Dugard lamentou acontecimentos como o ataque contra o edifício do Ministério do Interior palestino perto de onde acontecia um casamento, "o que tornava previsível as mortes e os ferimentos causados a civis".

"Israel devia saber da festa de casamento em Gaza perto do prédio do Ministério do Interior quando lançou seus mísseis. Os responsáveis por esse ato tão covarde são culpados de graves crimes de guerra e devem ser presos e punidos por isso", declarou.

Dugard também criticou o fato de Israel ter fechado todas as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza, medida que, junto com ofensiva militar, é uma resposta dos israelenses aos ataques palestinos com foguetes Qassam.

Para o relator da ONU, esses fatos contrariam o direito internacional.

"Os recentes atos de violência violam a estrita proibição da 4ª Convenção de Genebra à inflicção de castigos coletivos. Além disso, violam um dos princípios básicos dos direitos humanos, que determina que as ações militares devem fazer distinção entre alvos militares e civis", enfatizou.

Após esta denúncia, Dugard pediu aos Estados Unidos e aos outros países que participaram da Conferência de Annapolis, realizada em novembro para acelerar o processo de paz, que assumam sua obrigação "legal e moral" e forcem Israel a suspender as ações contra Gaza e a restaurar, assim, a confiança no processo de paz.

Em virtude da nova escalada da violência no Oriente Médio, a ONU informou que deve realizar uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos na quarta-feira.

A solicitação para a realização desse encontro de emergência foi apresentada pela Síria e pelo Paquistão, representando, respectivamente, o grupo de países árabes e a Organização da Conferência Islâmica (OCI).

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