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23/01/2008 - 16h42

Marinha russa realiza no Golfo da Biscaia maiores manobras desde 1991

Moscou, 23 jan (EFE) - Navios e aviões de guerra russos continuam hoje no Golfo da Biscaia fazendo as maiores manobras militares na região desde a queda da União Soviética, o que causou alerta entre os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O organismo estava a par das manobras aeronavais russas em águas internacionais do Golfo da Biscaia, exercícios que "não transgridem nenhuma lei internacional", disse hoje o porta-voz da Aliança, James Appathurai.

As ações "não" são conseqüência de uma piora das relações entre os países ocidentais e a Rússia, considerou Appathurai durante uma entrevista coletiva.

O porta-aviões Almirante Kuznetsov recebeu hoje material, munição e combustível da embarcação de apoio logístico Lena, disse Igor Digalo, porta-voz da Marinha russa, citado pela agência "Interfax".

A bordo do Almirante Kuznetsov estão os caças-bombardeiros Su-33, que participaram na véspera de exercícios de grande envergadura na região.

Também participam aviões Tu-142 anti-submarino e estratégicos Tu-160, que na terça-feira foram detectados e escoltados durante vários minutos por vários F-16 e Tornado da Força Aérea Britânica e também da Noruega.

Digalo também informou que hoje os exercícios aéreos envolvem vários aviões estratégicos Tu-95MS, bombardeiros Tu-22M3, aparelhos cisterna Il-78 e aeronaves de detecção por radar a longa distância A-50.

O cruzeiro Moscou também se dirige às regiões nas quais estão sendo realizadas as manobras. Trata-se de um navio insígnia da Frota do Mar Negro equipado com mísseis guiados, que atracará em breve no porto de Lisboa.

Outros dois navios de assalto da Marinha russa, Imame e SB-36 se encontram no porto de Argel e também partirão com destino ao Golfo da Biscaia.

O objetivo das manobras é comprovar a eficiência dos mísseis e dos sistemas de artilharia dos navios da Marinha russa.

Embora estas manobras tenham sido estipuladas de antemão com a Otan, não deixaram de causar alarme, especialmente no Reino Unido, país com o qual Moscou mantém relações bilaterais tensas.

O Comandante da Frota do Norte da Rússia, Nikolai Maximov, tinha anunciado em 19 de dezembro que navios de guerra russos retomariam este ano, após um grande intervalo de tempo, as patrulhas em águas do oceano Atlântico.

O chefe da Marinha russa, o almirante Vladimir Masorin, afirmou recentemente que a Rússia também deveria restabelecer a presença permanente de sua frota no Mediterrâneo.

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