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24/01/2008 - 20h59

Relatório expõe dificuldades em processo de reforma da ONU

Washington, 24 jan (EFE) - Desavenças entre os países-membros da ONU, entre outros fatores, atrasaram o progresso de reforma da instituição, segundo relatório divulgado hoje pelo Escritório de Supervisão do Governo (GAO, sigla em inglês).

O documento de 21 páginas avalia os desafios do órgão mundial em áreas relacionadas a esforços de reforma da Secretaria desde 2006, as fragilidades no processo de supervisão, auditoria e prestação de contas em diversas entidades da ONU e as restrições enfrentadas junto com outras organizações que atuam em Mianmar.

O processo de reforma registrou "resultados variados" no Secretariado da ONU, enquanto outros fatores, "como os desacordos entre os países-membros, reduziram o progresso", informou a GAO, que realiza investigações a pedido do Congresso dos Estados Unidos.

O orgão tomou medidas para melhorar certas operações da Secretaria, encarregada das atividades diárias do organismo, tais como mudanças na divisão de recursos humanos e o sistema de informação tecnológica.

No entanto, a ONU "registrou pouco ou nenhum progresso na melhoria das funções orçamentárias, financeiras e administrativas", segundo o relatório, enviado a uma subcomissão do Comitê sobre Segurança Nacional e Assuntos Governamentais da Câmara de Representantes.

"Apesar de algumas ações iniciais, a revisão dos mandatos da ONU não avançou devido, em parte, a uma falta de apoio de muitos países-membros", acrescentou.

O processo de reforma também foi afetado pelas dificuldades de os países-membros entrarem em acordo a cerca das prioridades e importância das medidas, a carência de planos concretos para o início de algumas propostas e impedimentos burocráticos que complicam algumas iniciativas.

Algumas prioridades opostas, como a reorganização do departamento que administra as forças de paz, limitam a capacidade da Assembléia Geral para responder às necessidades de reforma da instituição, segundo o relatório.

A GAO disse que contínuos problemas na gestão da ONU contribuíram para escândalos no programa de Petróleo por Comida e nas operações de aquisição.

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