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31/01/2008 - 05h46

Kim Jong-il diz que mantém seu compromisso de desarmamento nuclear

Pequim, 31 jan (EFE).- O líder norte-coreano, Kim Jong-il, disse a um enviado chinês durante um incomum encontro que seu compromisso para desativar seu arsenal nuclear se mantém vigente, informou hoje a agência oficial de notícias "Xinhua".

"A postura da Coréia do Norte de cumprir seu acordo no marco do diálogo multilateral permanece sem mudanças", disse o governante comunista.

Em sua reunião com o responsável do Departamento Internacional do Partido Comunista da China, Wang Jiarui, realizada ontem em Pyongyang, Kim acrescentou que para atingir este objetivo "os países envolvidos devem cumprir seu compromisso sob o princípio de ação e reação (simultaneidade)".

O líder se referia com estas palavras ao acordo alcançado no ano passado entre os seis países participantes do diálogo para a crise nuclear - Estados Unidos, as duas Coréias, Rússia, Japão e China -, no qual Pyongyang se comprometeu a desativar seu arsenal nuclear em troca de concessões energéticas e diplomáticas.

"A Coréia Nuclear cooperará com a China para impulsionar a implantação completa deste acordo", assinalou Kim, segundo a "Xinhua".

Pyongyang, que realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, desmantelou mediante esse compromisso seu principal reator nuclear de plutônio (em Yongbyon) e se comprometeu a declarar todo o seu arsenal em dezembro, em uma lista que não satisfaz Washington, seu principal rival, e que atrasa a aplicação do acordo.

Os EUA acusam agora a Coréia do Norte de atrasar a redação da lista, que Pyongyang apresentou em novembro sem incluir o suposto programa de urânio que Washington suspeita que exista e que disparou a atual crise em 2003.

Apesar de não haver provas definitivas da existência deste programa, os EUA sustentam que a Coréia do Norte conta com os elementos necessários para fabricar bombas de urânio.

Segundo a "Xinhua", as palavras de Kim a Wang indicam a disposição do regime comunista de sair da atual estagnação.

O enviado chinês chegou a Pyongyang nesta terça-feira para uma visita até o dia 2 de fevereiro e que coincide com a chegada hoje à mesma capital do diplomata americano Sung Kim, após sua passagem por Pequim.

Sung, responsável do Departamento de Estado americano para assuntos coreanos, assinalou que a Coréia do Norte deve entregar uma lista completa de seus programas para que o regime stalinista saia da lista americana de "países patrocinadores do terrorismo".

Sair desta lista foi uma das condições impostas por Pyongyang para seu desarmamento, assim como um milhão de toneladas de petróleo pesado ou equivalente fornecida pelos outros cinco países e que o regime comunista afirma não ter recebido em sua totalidade.

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