UOL Notícias Notícias
 

11/02/2008 - 16h41

Governo colombiano não participará de ato contra paramilitares

Bogotá, 11 fev (EFE) - O Governo colombiano não participará de um ato convocado por uma ONG contra os paramilitares no dia 6 de março, disse hoje José Obdulio Gaviria, um dos colaboradores mais próximos do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

De acordo com o assessor, em entrevista a emissoras de rádio, a passeata foi "convocada pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)".

A mobilização é organizada pelo Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado.

"Eu pessoalmente não participarei, assim como (participei) com todo entusiasmo da manifestação programada contra as Farc", de 4 de fevereiro, informou Gaviria.

"Dificilmente a sociedade colombiana participará de tal tipo de convocação quando precisamente estamos nos manifestando contra os que as convocam", acrescentou.

Gaviria destacou também que a convocação para o protesto está sendo feita pelo site da "Agencia de Noticias Nueva Colombia" ("Anncol"), que na internet divulga periodicamente comunicados e entrevistas de rebeldes da guerrilha.

O colaborador de Uribe ressaltou ainda que não concorda com a ideologia dos que convocaram o ato, que é contra os crimes de Estado, situação que não ocorre na Colômbia, em sua opinião.

Ivan Cepeda Castro, do grupo Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado e organizador da manifestação contra os grupos paramilitares, disse a emissoras que é contra qualquer grupo armado, seja as Farc ou os paramilitares.

"É claro que a convocação não é promovida pelas Farc, é uma convocação feita pelo Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado", disse Cepeda.

"Somos uma organização legalmente constituída que rejeita qualquer adesão de grupos à margem da lei", acrescentou.

O líder da ONG explicou que a concentração será ao meio-dia (hora local) de 6 de março, data que coincidirá com o início em Bogotá do 4º encontro nacional de seu movimento.

Cepeda ressaltou que é uma convocação "aberta", e especificou que "se o povo quer se concentrar nas praças, andar, colocar uma bandeira branca em sua casa, o que quiser, para expressar sua rejeição".

No entanto, "se as Farc anunciaram qualquer tipo de apoio a esta demonstração em sua página ou em qualquer outro lugar, queremos dizer que não aceitamos esse tipo de respaldos à convocação", disse.

O pai de Cepeda, o ex-senador comunista Manuel Cepeda, foi morto em Bogotá por paramilitares em 1994.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host