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12/02/2008 - 17h24

Investigação italiana indica que Napoleão não morreu envenenado

Roma, 12 fev (EFE) - Uma investigação feita por cientistas italianos considera "pouco provável" a hipótese que atribuía a morte de Napoleão a um envenenamento por parte de seus carcereiros durante seu exílio na ilha de Santa Helena, no oceano Atlântico, informaram seus responsáveis.

Foram analisadas amostras de cabelo do imperador francês que permaneciam guardadas em diferentes museus italianos e franceses.

As universidades de Pavia e Bicoccia de Milão (ambas no norte da Itália), responsáveis pelo estudo, usaram amostras de cabelos da infância de Napoleão (1769-1821), de sua juventude, seu exílio e as retiradas após sua morte.

Também foram testadas amostras de cabelo de sua esposa e de seu filho e comparadas com as de dez indivíduos vivos para estabelecer se os níveis de arsênico encontrados em Napoleão eram muito superiores aos comuns para a época.

Os pesquisadores utilizaram a técnica da análise nuclear para o estudo, já que permite obter resultados precisos a partir de amostras de massa bem pequenas.

O trabalho concluiu que há dois séculos a concentração de arsênico no cabelo era cem vezes maior que a atual.

Também comprovou que a diferença entre a quantidade de arsênico presente nos cabelos do imperador francês em sua juventude e em sua morte se deveu a uma exposição crônica de pequena importância durante sua estadia na ilha de Santa Helena.

Por isso, os pesquisadores consideraram que a tese da morte de envenenamento por arsênico contínuo de Napoleão é "pouco provável".

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