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12/02/2008 - 11h24

Junta Militar reforça segurança em Yangun, denuncia oposição

Bangcoc, 12 fev (EFE) - A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) reforçou a segurança em Yangun com controles e patrulhas que percorrem as ruas à noite, indicaram testemunhas a uma emissora de rádio da dissidência.

Um morador do bairro de Kyauktada disse à rádio "Mizzima" que soldados, policiais e membros do grupo paramilitar Swan Arr Shin vigiavam a entrada de veículos em Yangun e anotavam as placas.

"Três caminhões com soldados, que usavam lenços vermelhos no pescoço, patrulham a cidade", disse o morador, que não quis se identificar.

Outro habitante de Yangun afirmou que nos bairros de Kyimyindine e Ahlone as autoridades recrutavam jovens, colocavam uniformes do Swan Arrr Shin neles e ordenavam que patrulhassem a cidade à noite.

Na semana passada, o regime militar anunciou eleições abertas a todos os partidos em 2010 com a intenção de estabelecer um Governo civil.

Antes, os birmaneses, a maioria dos quais só conhece a atual ditadura militar, que teve início em 1962, deverão aceitar em um plebiscito que será realizado em maio a Constituição redigida por uma Convenção Nacional, que não contou com a participação da Liga Nacional para a Democracia (LND), o principal partido da oposição.

O chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, acusou os grupos opositores, que reagiram com cautela e ceticismo ao anúncio das eleições, de tentar dividir o país e pediu ao povo que apóie seu plano para a democracia.

"Certos elementos subversivos com uma atitude negativa" dividem o povo, enganam os cidadãos e ajudam a dissidência a enfraquecer e segmentar a nação, afirmou Than Shwe, segundo o texto divulgado hoje pelo jornal oficial "A Nova Luz de Myanmar".

A organização Human Rights Watch afirmou hoje que o plebiscito será uma farsa se a oposição continuar sendo reprimida. Além disso, destacou que qualquer votação deve ocorrer em liberdade e não como algo "vazio de conteúdo" dentro da maquiagem da reforma política que os militares que governam o país pretendem fazer.

Mianmar não realiza eleições desde 1990, quando o partido oficial foi derrotado pela LND de Aung San Suu Kyi, em eleições cujos resultados jamais foram reconhecidos pelos generais.

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