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15/02/2008 - 17h27

Bush alerta riscos de novos atentados se lei de espionagem não for aprovada

Washington, 15 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu hoje que o país enfrenta maiores riscos de um atentado porque o Congresso, dominado pelos democratas, se nega a aprovar a lei de vigilância eletrônica de supostos terroristas.

"Os americanos têm que entender claramente que nossa pátria ainda enfrenta uma ameaça. Ainda existe um inimigo que deseja nos causar danos", disse Bush, após uma reunião com o vice-presidente Dick Cheney e líderes republicanos do Congresso.

A reunião foi convocada para tentar dar prosseguimento às negociações de um projeto de lei estagnado no Congresso, que pretende permita a vigilância eletrônica de supostos terroristas.

O projeto de lei autoriza a interceptação, sem permissão judicial, de comunicações que utilizam as redes dos EUA.

O Congresso iniciou um recesso legislativo de doze dias, por conta de um feriado nacional na próxima segunda-feira, sem aprovar a lei exigida pela Casa Branca.

"Quando retornarem do recesso, os líderes da Câmara de Representantes deverão entender que sua decisão de bloquear este bom projeto de lei dificulta nossa tarefa de proteger os cidadãos americanos", disse Bush.

O presidente pediu para que os legisladores a aprovem quando retornarem do recesso porque, caso contrário, os serviços de inteligência não contarão com as ferramentas-chave para proteger o país de possíveis atentados.

"Ao bloquear esta legislação, nosso país corre maiores riscos de ser atacado", insistiu Bush.

Ontem o dirigente americano inclusive ameaçou cancelar a viagem à África, que começa hoje, se os democratas não aprovassem a lei em questão.

A oposição democrata, no entanto, contradiz os argumentos de Bush, salientando que enquanto vigorar a lei atual, a inteligência americana não ficará sem elementos para interceptar todo tipo de comunicação e afirma também que a tática de Bush só procura instigar o medo e politizar o assunto.

Os democratas, em geral, se opõem a uma versão apoiada pelo Senado, porque inclui cláusulas que geram imunidade retroativa a empresas de telecomunicação que tenham participado de escutas telefônicas.

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