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17/02/2008 - 13h57

Bush reafirma compromisso de solucionar conflitos políticos na África

Lucas Owen Mnubi Dar es Salam, 17 fev (EFE).- O presidente americano, George Bush, reafirmou hoje seu compromisso com a resolução de conflitos políticos na África, em sua segunda etapa da viagem pelo continente.

Bush se referiu tanto a problemáticas de longa duração, como a tensa situação no Zimbábue e o conflito de Darfur, quanto às mais recentes, como a crise queniana, que explodiu há menos de dois meses.

O Zimbábue deve organizar eleições "livres e justas", disse Bush na capital tanzaniana, Dar es Salam.

"Os cidadãos zimbabuanos merecem um Governo que sirva a seus interesses e que reconheça os direitos humanos", acrescentou, referindo-se às eleições que serão realizadas no país em 29 de março.

Bush fez as afirmações em uma breve entrevista coletiva conjunta com o presidente da Tanzânia e presidente rotativo da União Africana, Jakaya Kikwete, após uma reunião a portas fechadas.

Nas conversas, os dois líderes trataram a questão do conflito de Darfur, ao qual o presidente americano se referiu mais uma vez como "genocídio".

"Estamos tentando ajudá-los, mas há obstáculos para a paz", disse, acrescentando que esta é uma das razões pelas quais foram impostas "duras sanções, realmente significativas" contra aqueles que "bloqueiam o progresso para o alívio dos que sofrem em Darfur".

Os dois presidentes assinaram um protocolo de ajuda pelo qual os Estados Unidos se comprometeram a doar cerca de US$ 700 milhões à Tanzânia como parte dos Objetivos do Milênio, da ONU.

O dinheiro será destinado a melhorar a rede de transportes, o fornecimento de eletricidade e o acesso à água potável.

Bush e Kikwete expuseram pontos de vista também sobre temas globais de saúde e desenvolvimento, principalmente programas e políticas para combater a aids e a malária.

"No início de meu mandato fiquei consternado ao me dar conta de que na África uma geração inteira pode ser perdida por causa da aids, e que nós, que vivemos confortavelmente, não estávamos fazendo o bastante em relação a isto", explicou Bush.

Por isso, o presidente americano afirmou que a luta contra a pandemia se tornou uma prioridade para ele.

Sobre o Quênia, Bush reiterou sua aposta por uma gestão compartilhada do Governo como solução para a crise que explodiu em dezembro, depois das eleições gerais.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que viaja com ele na comitiva, irá na segunda-feira a Nairóbi para apoiar as negociações entre Governo e oposição, promovidas graças à intervenção do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan.

Rice se reunirá com o presidente queniano, Mwai Kibaki, e com o líder da oposição, Raila Odinga, e deverá apresentar a eles a proposta de um Governo dividido, semelhante à feita por Bush no sábado.

Em Dar es Salam, Bush afirmou que faz parte dos interesses americanos ajudar a "combater a falta de esperança" e "auxiliar os irmãos e irmãs que sofrem". O presidente ressaltou que esta tem sido sua política desde o primeiro dia de sua Administração.

O presidente americano se encontra na segunda etapa de uma viagem de seis dias pela África que começou no sábado, em Benin, e o levará também a Ruanda, Gana e Libéria. A Tanzânia é o único país ao qual Bush dedicará dois dias.

Durante a viagem, Bush deverá analisar com os dirigentes o projeto da Casa Branca de estabelecer um comando molitar na África para comandar as ações no continente.

O Pentágono ainda não decidiu onde estabelecê-lo, apesar de a Libéria já ter oferecido seu território.

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