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19/02/2008 - 17h33

Hillary e Obama disputam prévias em três estados em meio a guerra verbal

Teresa Bouza Washington, 19 fev (EFE).- Os senadores americanos Barack Obama e Hillary Clinton, pré-candidatos presidenciais do Partido Democrata, se submetem hoje às prévias dos estados de Wisconsin, Washington e Havaí, envolvidos em uma guerra de palavras que reflete o quão intensa é a luta pela candidatura presidencial.

As pesquisas mostram que Obama parte com uma ligeira vantagem que, caso se concretize, permitirá que mantenha sua seqüência de bons resultados, graças às oito vitórias consecutivas após a "superterça", realizada no dia 5 de fevereiro.

Em entrevista à Agência Efe, Geoffrey Peterson, especialista em eleições da Universidade de Wisconsin, disse que, "caso Hillary vença hoje, isso representaria um forte freio" à arrancada do senador pelo estado de Illinois.

Tanto Obama quanto Hillary dedicaram grande parte de suas campanhas para as primárias no Wisconsin - o estado mais importante dos que estão em jogo hoje - a temas econômicos.

Ao contrário da ex-primeira-dama, Obama passou mais tempo na região e tem investido mais em publicidade. Essa estratégia fez com que aparecesse como favorito nas pesquisas, mas com pequena vantagem. No Havaí, seu estado natal, tem uma margem maior sobre Hillary.

Pelo lado do Partido Republicano, as coisas estão mais tranqüilas. O senador pelo Arizona John McCain já aparece como o candidato extra-oficial da legenda.

Os republicanos realizam hoje primárias nos estados de Wisconsin e Washington. Neste último, haverá a continuação dos "caucus" do último dia 9, vencidos por McCain em disputa apertada.

Os resultados dessas prévias despertam pouco entusiasmo porque, como explicou hoje à Agência Efe o também professor da Universidade de Wisconsin Michael Kraft, com McCain como franco favorito, "a única campanha que interessa é a democrata".

Para os democratas, Wisconsin é o estado que mais faz diferença hoje, ao colocar 74 delegados em disputa, aos quais é preciso somar 16 superdelegados e outros dois que serão eleitos em junho. Nos "caucus" do Havaí, os pré-candidatos democratas disputam 20 delegados.

Segundo a última pesquisa da rede de televisão "CNN", Obama conta com o apoio de 1.262 delegados, enquanto Hillary tem a seu favor 1.213 dos 2.025 necessários para conseguir a candidatura presidencial democrata.

Com tal situação de empate técnico, os senadores elevaram o tom de seus ataques, que alcançaram seu auge na segunda-feira quando Hillary acusou Obama de plágio.

O senador por Illinois reconheceu ter utilizado frases do governador de Massachusetts, Deval Patrick, em discurso no sábado, mas diminuiu a importância do ocorrido ao dizer que Patrick é seu amigo.

Já os assessores de Hillary não fizeram questão de minimizar o assunto e insistem em que, se Obama está sendo julgado por sua habilidade retórica e está cometendo plágio, não resta muito o que dizer.

O discurso do senador - no qual disse palavras como: "Não me digam que as palavras não importam" - respondia às acusações feitas na quinta-feira passada por Hillary, que afirmou durante visita a uma fábrica da General Motors: "Meu rival faz discursos. Eu ofereço soluções".

O professor Kraft sustenta que essa é, de fato, a principal diferença entre os dois pré-candidatos democratas.

"Obama atrai uma audiência maior e mais entusiasta, mas, ao contrário de Hillary, não oferece muitos detalhes concretos", afirmou o especialista.

"O que ele faz é falar fundamentalmente sobre como conseguir que as pessoas voltem a confiar no Governo e nas instituições, assumindo que a mobilização do eleitorado permitiria a ele impulsionar as políticas que ele quer fazer caso chegue à Casa Branca".

Kraft diz acreditar que essa aposta é correta, porque os eleitores dos EUA estão "muito desiludidos com a política".

Milhões de americanos em idade eleitoral se mantêm à margem do processo. Observadores apontam que, se Obama levar a candidatura e for capaz de mobilizar os descontentes, pode ser facilmente eleito para a Presidência dos EUA.

As pesquisas apontam que, em um potencial duelo entre McCain e Obama, este último levaria uma ligeira vantagem. Se a disputa fosse entre o republicano e Hillary, a situação ficaria praticamente empatada.

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