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19/02/2008 - 16h17

ONU: Internet se torna grande preocupação na luta contra terrorismo

Bruxelas, 19 fev (EFE) - O diretor-executivo do Comitê contra o Terrorismo da ONU (CTED), o australiano Mike Smith, afirmou hoje que a internet está se transformando em uma das maiores preocupações na luta contra o terrorismo.

Em entrevista coletiva realizada em Bruxelas, onde vai manter reuniões com responsáveis da União Européia (UE), ele explicou que, para combater o terrorismo, cada país precisa cuidar para que a internet não seja usada para fins hostis.

A web, segundo sua opinião, representa um perigo, já que é usada como instrumento para recrutar terroristas e planejar atentados, além de servir de centro de treinamento, com instruções para fabricar bombas, por exemplo, e dar publicidade aos ataques.

Smith acrescentou que "para se organizar em muitos países, os grupos terroristas antes tinham que atravessar fronteiras, mas com a rede esse obstáculo desapareceu".

O diretor-executivo lembrou que o mandato do CTED consiste em promover e verificar a aplicação por parte dos Estados-membros da resolução 1373 de setembro 2001, que obriga à adoção de medidas contra o terrorismo.

O CTED não estabelece as medidas, mas analisa se os diferentes Estados são eficazes em sua luta contra o terrorismo, aconselha como poderiam melhorar a eficácia e procura assistência em outros países no caso de uma nação não ter recursos suficientes.

"Seria impossível impor as mesmas medidas em toda a ONU, dado que o risco de um ataque terrorista não é igual para os diferentes Governos e que todos não dispõem dos mesmos recursos", segundo Smith.

A ONU desempenha três papéis importantes em relação ao terrorismo.

O primeiro é estabelecer que o terrorismo nunca pode ser aceito e sempre tem que ser condenado; o segundo é abordar a vulnerabilidade dos diferentes países, respeitando os direitos humanos; e o terceiro é funcionar como fórum para discutir o assunto entre os diferentes países.

"A ONU controla que os direitos humanos sejam respeitados, mas tem que levar em conta que são as vítimas as que vêem mais severamente violados seus direitos", disse Smith.

Dependendo do risco que um Estado corre, "às vezes é necessário tomar medidas que limitem os direitos dos habitantes", por isso o diretor-executivo aconselha que nesses momentos o Governo relate bem à população e organize debates freqüentes para discutir se é necessário manter a situação de emergência.

Smith que a ONU nunca vinculará o terrorismo a uma religião e lamentou que "terroristas extremistas tenham tentado em várias ocasiões relacionar a religião islâmica à sua causa".

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