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28/02/2008 - 18h06

Governo colombiano reitera que não desmilitarizará área exigida pelas Farc

Bogotá, 28 fev (EFE) - O Governo da Colômbia não desmilitarizará os dois municípios do sudoeste do país exigidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como condição para negociar uma troca humanitária, reiterou hoje o ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín.

Em entrevista aos jornalistas, ele se referiu à exigência reiterada na quarta-feira pela guerrilha de estabelecer uma "zona desmilitarizada" em Florida e Pradera (departamento de Valle del Cauca) para dialogar sobre o destino dos seqüestrados.

As Farc fizeram a exigência por meio de um comunicado depois de libertar na quarta-feira os ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán Cuéllar e Jorge Eduardo Gechem, entregues a delegados do Governo da Venezuela após mais de seis anos de seqüestro.

"Não se desmilitarizará. Está comprovado que não é necessário.

Zona desmilitarizada não é possível", ressaltou Holguín.

O ministro disse estar preocupado com o estado de saúde da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que estaria muito mal, segundo o ex-senador Luis Eladio Pérez, que a viu em cativeiro no dia 4 de fevereiro.

Holguín afirmou que o estado de saúde da ex-candidata Betancourt "preocupa terrivelmente (o Governo). Sempre preocupou".

"Por isso, estamos há tempos pedindo às Farc que permitam uma missão médica internacional. Por isso, foi pedido que tenham esse ato de humanidade. Mas tudo depende da vontade deles. Eles têm que responder por sua vida e podem libertá-los (os reféns) no momento que quiserem", disse o ministro.

O ministro lembrou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, propôs às Farc uma "zona de encontro onde quiserem, em uma zona despovoada e sem a presença militar nem deles nem do exercito".

Holguín destacou também que "continuam as operações militares, o Exército está em todo o território nacional e não vai restringir suas atividades".

Ele lembrou que Uribe disse sobre os seqüestrados que "no momento em que os tivermos localizado e cercado, haverá uma ação humanitária".

Enquanto isso, o procurador-geral colombiano, Edgardo Maya, qualificou a situação de "preocupante".

"Estamos exigindo a libertação de Ingrid e de todos os seqüestrados porque consideramos que chegou um momento em que já não é possível manter este estado de detenção, de seqüestro de ignomínia e de crime de lesa-humanidade", assinalou Maya.

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