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03/03/2008 - 17h33

Conselho de Segurança da ONU renova sanções ao Irã

Nações Unidas, 3 mar (EFE) - Após intensas negociações, o Conselho de Segurança (CS) da ONU renovou hoje, pela segunda vez, uma série de sanções ao Irã.

A nova resolução foi apoiada por 14 dos 15 integrantes do órgão, em resposta à recusa do país em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.

O voto dissonante foi da Indonésia, que, ao se abster, impediu que o pacote de medidas fosse aprovado por unanimidade, como aconteceu nas outras duas vezes em que as sanções foram apreciadas no Conselho.

"Mais uma vez, o Irã optou por não atender às expectativas da comunidade internacional, e, mais uma vez, o Conselho de Segurança não teve outra opção que não a de atuar", declarou o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, após a votação.

Por sua vez, o embaixador britânico, John Sawers, pediu a Teerã que "coopere totalmente" com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que cumpra as resoluções do CS que determinam a suspensão do enriquecimento de urânio.

A resolução aprovada, redigida por Reino Unido, França e Alemanha, impõe restrições às viagens de pessoas ligadas ao programa nuclear iraniano. Além disso, reforça o controle sobre as transações comerciais e financeiras do Irã.

Apesar da nova punição, Sawers disse que a comunidade internacional continua disposta a negociar com o Irã e que, se dependesse dele, o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, voltaria a manter contato com representantes do Governo iraniano.

Já o embaixador indonésio, Marty Natalegawa, disse que seu país se absteve porque "não está convencido da eficácia da aplicação de sanções" na atual conjuntura, dada a recente cooperação de Teerã com a AIEA.

"No fundo, o problema neste assunto é a falta de confiança, e achamos que é preciso evitar que esta aumente", acrescentou.

Num discurso no Conselho antes da votação da resolução, o embaixador do Irã na ONU, Mohammad Khazee, afirmou que a renovação das sanções era uma "ação ilegal", já que Teerã "cumpriu suas obrigações" com a AIEA e respondeu a todas as "perguntas pendentes" sobre seu programa nuclear.

"O programa nuclear do Irã foi, é e será pacífico e não representa ameaça alguma para a segurança internacional, por isso não é um assunto para o Conselho de Segurança", acrescentou no pronunciamento.

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