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05/03/2008 - 16h16

Equador e Colômbia concordaram em 3 pontos do texto da resolução da OEA

Nações Unidas, 5 mar (EFE).- O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, assegurou hoje que o organismo internacional prefere ceder à Organização dos Estados Americanos (OEA) a mediação no conflito entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela, iniciado no último final de semana.

"Um de nossos princípios é que queremos colaborar estreitamente com as organizações regionais, e se elas trabalham nesses temas e querem assumir a frente, nós aprovamos", disse hoje Pascoe em resposta a perguntas da imprensa sobre a crise na América Latina.

O principal responsável político das Nações Unidas assegurou que mantém "um contato estreito" com as gestões realizadas pela OEA, que na terça-feira realizou uma reunião de embaixadores para tratar do conflito.

"O secretário-geral (Ban Ki-moon) manteve algumas conversas, mas neste momento nossa intenção é de que a OEA assuma a frente neste assunto", reiterou.

Pascoe assinalou que as Nações Unidas nunca disseram que deveriam ser os únicos a atuar, e lembrou do êxito conseguido pela mediação do ex-secretário-geral Kofi Annan na crise no Quênia à frente de um grupo de líderes do continente africano.

Nenhum dos três países envolvidos na crise apelou, por enquanto, à intervenção do Conselho de Segurança, o principal órgão da ONU, encarregado de velar pela paz e a segurança internacional.

O Equador limitou-se a divulgar por meio de sua Missão perante a ONU e entre os 15 membros do Conselho as notas de seu Governo emitidas em Quito desde a explosão da crise por causa do ataque militar colombiano no sábado passado contra uma base da guerrilha das Farc em território equatoriano.

A crise que sacudiu o continente americano parecia hoje estar começando a se encaminhar para uma resolução, depois que o Equador e a Colômbia chegaram a um acordo sobre o texto da resolução, em que a OEA atuará como mediadora do conflito.

Em Washington, fontes diplomáticas afirmaram que os dois países concordaram em três pontos do texto - em relação à violação à soberania do território equatoriano, a reunião de consulta de chanceleres e a criação de uma comissão investigatória.

Além disso, a resolução não conterá uma condenação à Colômbia por haver violado a soberania e o território equatoriano.

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