UOL Notícias Notícias
 

06/03/2008 - 18h06

Chefe do Arquivo russo descarta que Stalin tenha sido envenenado

Moscou, 6 mar (EFE) - O chefe do Arquivo Estatal da Rússia, Vladimir Kozlov, qualificou hoje de "falácias" as suposições de que o dirigente soviético Josef Stalin teria sido envenenado por alguém próximo a ele.

"As afirmações de que Stalin foi envenenado são falácias. Pode-se inventar qualquer coisa, mas existem documentos oficiais que refletem seu estado desde o momento do ataque apoplético até sua morte", afirmou Kozlov à imprensa russa.

Ele especificou que "esses documentos são assinados pelos médicos que observaram oficialmente o desenvolvimento da doença de Stalin", que morreu há 55 anos.

Kozlov qualificou de "falsas" as afirmações divulgadas em vários veículos de comunicação por ocasião do aniversário de Stalin no sentido de que o ditador poderia ter sido eliminado por pessoas de seu entorno que temiam ser vítimas de novos expurgos.

O historiador Nikolai Dobriukha publicou esta semana no tablóide "Komsomolskaya Pravda" fragmentos de um livro no qual tenta retratar as últimas horas de Stalin desde o ataque aplopético da noite de 1º de janeiro de 1953 até sua morte, em 5 de janeiro.

Baseando-se em lembranças de seguranças do ditador, Dobriukha indica que Stalin foi envenenado por ordem do chefe de sua Polícia política, Lavrenti Beria, ou que teria morrido em 1º de janeiro e foi substituído por um sósia, por sua vez intoxicado para que sua agonia desse tempo a seus sucessores para compartilhar o poder.

"Tudo o que os jornalistas citam são boatos e supostos testemunhos não documentados de supostas testemunhas", ressaltou Kozlov, segundo a agência "Interfax".

Ele também afirmou que "o histórico clínico de Stalin é autêntico, da mesma forma que todos os apontamentos dos médicos, que seriam impossíveis de falsificar".

O chefe do Arquivo russo acrescentou que os médicos sobreviveram muitos anos a Stalin e não deixaram memórias que mencionassem a possível falsificação do histórico clínico, do diagnóstico e do certificado de morte.

Por último, Kozlov lembrou que os arquivos da época de Stalin foram tornados públicos há entre cinco e oito anos e estão disponíveis no Arquivo Estatal com exceção de "alguns documentos que têm a ver com a capacidade defensiva do país".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host