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10/03/2008 - 20h11

Irã pede que Israel leve a sério advertências do Hisbolá

Teerã, 10 mar (EFE) - O assessor militar do líder supremo iraniano, general Yahya Rahim Safavi, pediu hoje que Israel leve a sério as advertências do grupo libanês pró-iraniano Hisbolá, e solicitou que os países árabes rompam suas relações com o Estado judeu.

Safavi fazia referência a uma recente declaração do líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, na qual disse que seu grupo está disposto a "uma guerra aberta" com Israel, em resposta pelo assassinato do dirigente militar da milícia Imad Mugniyah em um atentado com carro-bomba em fevereiro em Damasco.

O general iraniano deu a declaração no ato da apresentação de um selo produzido no Irã em homenagem a Mugniyah, considerado pelos Estados Unidos e Israel terrorista, e de cujo assassinato Teerã e Hisbolá acusam os serviços secretos israelenses.

"Os sionistas devem levar a sério as advertências do líder bravo e sábio do Hisbolá (Nasrallah), emitidas no dia do funeral do mártir Imad Mugniyah", disse Safavi, ex-comandante geral do corpo da Guarda Revolucionária iraniana.

"Os líderes de alguns países árabes que têm relações com a entidade sionista devem fechar suas embaixadas e cortar suas relações diplomáticas com esse regime", acrescentou, em alusão principalmente a Egito e Jordânia, que assinaram acordos de paz com Israel em 1979 e 1994, respectivamente.

Além disso, pediu aos povos dos países islâmicos para "seguir o exemplo iraniano" e ir às ruas para condenar a política dos EUA e de Israel.

Safavi e outras autoridades iranianas compareceriam hoje à cerimônia para anunciar a emissão do selo em memória de Mugniyah, no qual aparece uma imagem deste com uniforme militar e óculos observando uma bandeira de cor vermelha e com a frase "ilaha illallah" (não há deus maior que Alá).

À direita da imagem há uma frase e uma assinatura do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, na qual se pode ler: "Que deus abençoe ele e todos os mujahedin (combatentes) do caminho da verdade".

Também estavam presentes no ato, celebrado na sede do Ministério de Comunicações e Tecnologia de Informação, o responsável desse departamento, Mohamad Soleimani, e vários membros da família de Mugniyah.

Soleimani disse durante a cerimônia que seu país, considerado o principal apoio do Hisbolá e de grupos radicais palestinos, como o Hamas e a Jihad Islâmica, "publicará vários milhões de selos de Mugniyah".

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