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08/04/2008 - 12h41

General recomenda suspensão de 45 dias de retirada de tropas do Iraque

Washington, 8 abr (EFE).- O chefe militar americano no Iraque, general David Petraeus, recomendou hoje a realização, após o mês de julho, de uma pausa de 45 dias no processo de retirada de tropas do país árabe, que teve início no ano passado, para que se possa "avaliar a situação no terreno".

Petraeus explicou, perante o Comitê de Forças Armadas do Senado, os resultados de um período de 15 meses durante o qual ocorreu uma escalada do número de soldados americanos no Iraque.

A audiência do general foi interrompida em duas ocasiões, por um grupo de manisfestantes que exibiu cartazes contra a guerra, e proferiu gritos de protesto.

Das 130 mil tropas que havia em janeiro de 2007, se passou a 168 mil em setembro desse mesmo ano, quando a Casa Branca aceitou a recomendação de Petraeus de iniciar uma retirada progressiva das forças, sempre e quando a situação de segurança permitisse.

O general havia recomendado a retirada gradual de até cinco brigadas, o que faria com que, em julho de 2008, houvesse no Iraque aproximadamente o mesmo número de soldados americanos que havia antes da escalada.

Contudo, a saída de tropas foi suspensa em fevereiro, e há atualmente 156 mil soldados americanos no Iraque.

A situação de segurança e o processo de reconciliação política no Iraque se tornaram assuntos de debate durante a campanha para a eleição presidencial nos Estados Unidos, da mesma forma que as propostas dos candidatos para que se mantenha ou se reduza a presença militar no país.

A pausa recomendada hoje por Petraeus, caso aceita, fará com que, quando o Partido Republicano e o Partido Democrata realizarem suas convenções nacionais, haja no Iraque mais soldados americanos do que os presentes em janeiro de 2007.

Em seu discurso de hoje, Petraeus disse que "a situação no Iraque mostra progressos significativos, embora desiguais".

"Os progressos são reais, mas frágeis e reversíveis", apontou.

O general afirmou ainda que a influência do Irã sobre as milícias xiitas no Iraque continua sendo "a maior ameaça a longo prazo".

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