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27/04/2008 - 08h27

ONG diz que, em três meses, China deteve 200 tibetanos só em uma província

Pequim, 27 abr (EFE).- Em três meses, as autoridades chinesas detiveram 200 tibetanos envolvidos em protestos contra a China na região de Qinghai, informou hoje a ONG Free Tibet Campaign, que expressou seu ceticismo em relação aos frutos do diálogo entre Pequim e o dalai lama.

Em um comunicado, a ONG diz que, desde fevereiro, pelo menos 200 tibetanos foram detidos nos distritos de Rebkong (Tongren Xian) e Malho (Huangnan), na província chinesa de Qinghai (oeste).

A Free Tibet Campaign, que obteve os nomes de 37 destes detidos, informou ainda que os protestos na região se estenderam até 18 de abril.

Porém, tanto ontem como hoje, o "Diário do Povo", jornal utilizado pelo Partido Comunista da China (PCCh), continuou publicando textos contra o dalai lama, líder espiritual e político dos tibetanos.

"O dalai lama está jogando com as palavras", destaca o artigo deste domingo, intitulado "As tentativas para afastar a mãe pátria estão fadadas ao fracasso" e que reitera que o lama quer a "independência do Tibete".

Em relação à recém-surgida possibilidade de um diálogo entre o Governo da China e o líder espiritual, a ONG se mostra cautelosa.

"É impossível conceber como o diálogo será significativo, a menos que a China suspenda o enorme envio de tropas ao Tibete", disse a Free Tibet Campaign.

"A oferta de diálogo, enquanto milhares de tibetanos continuam sendo detidos, não representa mais que um ato (...) para desviar as críticas pelas ações (de Pequim) no Tibete na contagem regressiva dos Jogos Olímpicos", acrescentou a ONG em sua nota.

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