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30/04/2008 - 22h50

EUA demonstram preocupação com terrorismo na Tríplice Fronteira

Washington, 30 abr (EFE) - Os Estados Unidos demonstraram preocupação com o terrorismo na Tríplice Fronteira, ponto de confluência de Argentina, Brasil e Paraguai, segundo um relatório divulgado hoje.

Segundo o país, o tráfico de armas e drogas na região são motivos de preocupação, assim como a possibilidade de que simpatizantes dos grupos radicais Hamas e Hisbolá participem de atividades ilícitas e arrecadem doações na comunidade muçulmana.

Além disso, o Departamento de Estado americano manteve Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo e qualificou a Venezuela de nação que "não colabora" nos esforços contra o problema.

Em seu relatório anual sobre terrorismo, o Departamento de Estado americano indica que a Al Qaeda é a maior ameaça terrorista contra os Estados Unidos e conseguiu recuperar parte da capacidade que tinha antes dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Como em anos anteriores, o relatório inclui Cuba, Irã, Coréia do Norte e Sudão na lista de países patrocinadores do terrorismo.

A Venezuela, por sua vez, figura como uma nação que "não coopera completamente" com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos.

Segundo o coordenador do Escritório Antiterrorista do Departamento de Estado, Dell Daley, Cuba está na lista principalmente porque "fornece refúgio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ETA e o Exército de Libertação Nacional (ELN)".

Isso apesar de não terem sido registradas atividades terroristas na ilha há anos.

Na Colômbia, as Farc encarnam uma das principais tendências que o Departamento de Estado encontra no terrorismo mundial, "os crescentes laços entre o terrorismo e outras atividades ilegais".

As Farc, que têm centenas de seqüestrados, 40 deles com fins de troca por guerrilheiros presos, entre eles três americanos, arrecadam "mais de US$ 60 milhões anuais, segundo se calcula, graças ao tráfico de drogas", explica.

Além disso, segundo os Estados Unidos, membros das Farc e do ELN "cruzaram com regularidade em direção ao território venezuelano para descansar e se recuperar".

Embora se encontrem em poder da guerrilha pequenas quantidades de armas e munição -algumas provenientes de instalações venezuelanas-, o Departamento de Estado americano reconheceu, no entanto, que "não está claro até que ponto o Governo venezuelano deu apoio às organizações terroristas colombianas".

O relatório também assinalou que o Governo de Caracas não teve uma presença policial "sistemática" em sua fronteira com a Colômbia para impedir o fluxo de grupos terroristas ou para interceptar o tráfico de drogas e armas.

A análise elogia todas as medidas policiais, de inteligência, militares e econômicas utilizadas pelo Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, contra os grupos armados ilegais e afirma que os Estados Unidos "continuam completamente comprometido em seu apoio" à nação na luta contra o terrorismo.

Também destacou a extradição de 581 supostos terroristas e traficantes para os Estados Unidos e os esforços do Governo colombiano para negociar uma troca humanitária com as Farc.

Em geral, na América Latina a ameaça de um grupo terrorista transnacional é "baixa" na maioria dos países e os EUA contam com uma "cooperação sólida" em questões antiterroristas da maioria do continente.

Segundo o documento, mais de 22 mil pessoas foram assassinadas por terroristas no mundo todo em 2007, 8% a mais que em 2006, e 14.499 atentados foram cometidos, em comparação com os 14.570 do ano anterior.

O Iraque acumula 60% das vítimas de atentados terroristas, com 13.600 em parte pelo aumento de 50% de ataques suicidas.

O relatório, que o Departamento de Estado americano apresenta todos os anos ao Congresso, indica que a rede Al Qaeda conseguiu se fortalecer nas áreas tribais do noroeste do Paquistão e reconstruiu sua estrutura de direção.

"Vários militantes do alto comando da Al Qaeda foram capturados ou morreram, mas os líderes da Al Qaeda seguem planejando atentados e cultivando conexões operativas mais fortes que propagam do Paquistão a filiados no Oriente Médio, do Magrebe e da Europa", explica o documento de 312 páginas.

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