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08/05/2008 - 16h19

Hillary não pensa em abandonar disputa, apesar de vantagem de Obama

Macarena Vidal Washington, 8 mai (EFE) - A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton participa hoje de comícios por todo o país em uma demonstração de que não pensa em abandonar a disputa, apesar da vantagem de seu adversário, Barack Obama.

Após seu triunfo na Carolina do Norte e de sua apertada derrota em Indiana na terça-feira, Obama se dedica hoje a reuniões em Washington com legisladores democratas, parte dos "superdelegados" - funcionários e personalidades do partido - que terão a última palavra na hora de decidir quem será o candidato democrata.

Hillary, por sua vez, começou o dia com um comício em Charleston, na Virgínia Ocidental, e com outro previsto em Dakota do Sul, no centro do país, para terminar o dia com um ato eleitoral em Central Point no Oregon, no litoral oeste.

As atividades de cada candidato hoje podem ter resultados, até certo ponto, pouco efetivos. Obama, com a candidatura praticamente garantida, de acordo com todos os analistas, pode se sentar e esperar confortavelmente. Hillary, por outro lado, deve fazer impetuosos esforços para manter suas chances.

No seio do Partido Democrata já começaram a surgir os pedidos para que a senadora por Nova York se retire e deixe o campo livre para Obama, embora ela confirme que continuará até que haja um candidato confirmado.

O presidente da campanha de Hillary, Terry McAuliffe, afirmou hoje em declarações ao programa "Today" da rede "NBC" que a senadora continuará na batalha.

"Ela pode ganhar nos estados onde precisamos de vitórias nas eleições gerais. Por que teria que renunciar se não há um candidato com o número de delegados necessário?", questionou.

No entanto, McAuliffe acredita que o final do processo deve acontecer no início de junho, já que terão sido disputadas as seis primárias restantes, e afirmou que não haverá ressentimentos entre os candidatos.

"Isto acabará no início de junho. Todos dissemos que no final estaremos unidos. Se Hillary não ganhar, o ex-presidente (Bill Clinton) e eu mesmo ajudaremos o senador Obama. E se for o contrário, o senador vai ajudar Hillary", declarou.

O certo é que Obama se encontra, neste momento, em uma posição muito melhor: conta com 1.850 dos 2.025 delegados necessários para obter a candidatura, segundo o site "RealClearPolitics.com", enquanto Hillary tem 1.696.

Das seis primárias restantes, as pesquisas favorecem a ex-primeira-dama em três - Virgínia Ocidental, Kentucky e Porto Rico - e o senador por Illinois nas outras três: Oregon, Montana e Dakota do Sul.

Juntos, os seis estados somam 217 delegados que, devido às complicadas regras de repartição proporcional dos democratas, não decidirão a situação para um lado ou para outro.

A única esperança de Hillary, portanto, é persuadir os superdelegados que ainda não se comprometeram com nenhum candidato para que a apóiem, com o argumento de que venceu em estados-chave e de que terá mais chances de ser eleita nas eleições presidenciais de 4 de novembro contra o republicano John McCain.

Mas esta possibilidade parece mais distante após o pleito de Carolina do Norte e Indiana. Desde terça-feira, pelo menos quatro superdelegados expressaram seu apoio a Obama e se espera que hoje mais um torne público seu respaldo. Hillary somou dois.

Segundo a página de internet "Politico.com", o senador por Illinois deve anunciar sua vitória no próximo dia 20, após o pleito no Oregon e em Kentucky, com o argumento de que após essas consultas será definitivamente o candidato com maior número de delegados e de voto popular.

A senadora insiste na necessidade de incluir nas contas os delegados da Flórida e de Michigan, cujas primárias foram canceladas pelo partido por terem sido realizadas antes da data permitida, e nas quais ela venceu.

Mesmo que fossem incluídos estes delegados, os cálculos indicam que o resultado final continuaria beneficiando Obama.

Um plano proposto na noite passada pelos democratas de Michigan prevê repartir quase que igualmente seus delegados, 69 para Hillary e 59 para Obama.

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