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30/05/2008 - 23h10

Honduras confirma morte de embaixatriz brasileira em acidente em aeroporto

Tegucigalpa, 30 mai (EFE).- Entre as quatro mortes já confirmadas no acidente envolvendo um avião da companhia aérea Taca em Tegucigalpa está a de Janet Chantal Neele, esposa do embaixador do Brasil em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, informou à imprensa o vice-chanceler hondurenho, Eduardo Reina.

O embaixador - que ficou ferido - e sua esposa retornavam a Tegucigalpa após terem assistido na última quinta-feira, em San Salvador, à Cúpula América Central-Brasil, que contou inclusive com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do caso da embaixatriz brasileira, foram confirmadas até o momento as mortes de pelo menos mais três pessoas no acidente.

Faleceram também o piloto do avião, o salvadorenho César D'Antonio, e o presidente do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE), Harry Brautigam.

A quarta vítima fatal ainda não foi identificada.

Muitos dos cerca de 60 feridos no acidente já receberam alta nos hospitais para onde foram levados, segundo fontes médicas.

Um grupo de peritos já começou a investigar a tragédia, ocorrida por volta das 10h locais (13h de Brasília).

Na ocasião, o avião, que havia decolado em El Salvador, saiu da pista do aeroporto internacional Toncontín de Tegucigalpa após aterrissar, caindo em uma avenida bastante movimentada, destruindo pelo menos dois automóveis.

A aeronave ficou partida em três pedaços, e seus dois motores se desprenderam. Um incêndio foi evitado pelos bombeiros, que retiraram os passageiros do avião.

O diretor do Departamento de Aviação Civil de Honduras, Guillermo Seaman, declarou à imprensa que "hoje mesmo têm início as investigações" para estabelecer as causas do acidente.

As primeiras considerações serão feitas por técnicos da companhia aérea salvadorenha Taca e do Departamento de Aviação Civil de El Salvador, completou Seaman.

O diretor hondurenho acrescentou que posteriormente se somarão às investigações de peritos da agência de aviação americana (FAA, na sigla em inglês) e de seguradoras internacionais.

As autoridades de Honduras também participarão da investigação.

Seaman explicou que "são muitas as coisas que devem ser investigadas", entre elas o estado da pista, as habilitações e a experiência do piloto, o estado do avião e as condições meteorológicas.

Revelou ainda que recentemente a Aviação Civil tinha advertido as companhias aéreas que operam em Toncontín de que "a pista molhada é um perigo", e de "que tomassem precauções".

Tegucigalpa e outras partes de Honduras foram assoladas entre quinta-feira e hoje por intensas chuvas causadas pela tempestade tropical "Alma".

O aeroporto de Tegucigalpa é considerado de alto risco devido a sua localização, no "coração" da cidade, que, por sua vez, está cercada de colinas. Também possui uma pista considerada muito curta, de cerca de 1.300 metros.

A Taca informou em comunicado que o avião transportava 124 passageiros e especificou que se trata de um Airbus A320-233, fabricado em 4 de janeiro de 2001, que tinha 21.957 horas de vôo e 9.992 aterrissagens.

Embora não tenha divulgado uma lista oficial de passageiros, ou mesmo um relatório sobre estados de saúde, a companhia anunciou que habilitou uma linha telefônica para parentes das vítimas.

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, lamentou o acidente e anunciou que ordenará que grandes aviões deixem de aterrissar no aeroporto internacional de Tegucigalpa e se dirijam à base de Palmerola, construída na década de 1980 pelos Estados Unidos.

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