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04/06/2008 - 19h29

Uribe defende educação como forma de combate à pobreza

Bogotá, 4 jun (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, destacou hoje os investimentos em educação como uma ferramenta de combate à pobreza e de melhora das condições de vida da população, ao inaugurar uma conferência regional sobre o ensino superior na cidade de Cartagena.

O esforço feito na educação é um investimento em produtividade, competitividade, melhoramento da renda, superação da pobreza e igualdade, disse Uribe diante de aproximadamente 3.500 delegados de vários de países da América Latina e do Caribe presentes na reunião.

Da Conferência Regional de Educação Superior (CRES) de 2008, preparatória para a Conferência Mundial de Paris em 2009, participam 25 ministros e vice-ministros de Educação, reitores e acadêmicos em geral e representantes de organismos internacionais e de agências de credenciamento e avaliação.

A reunião de Cartagena, que terminará na próxima sexta-feira, é organizada pelo Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (Iesalc) e pelo Ministério da Educação colombiano, e tem convidados especiais de Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Índia, Nova Zelândia e Espanha.

A cerimônia de abertura foi marcada por um inesperado debate entre o governante e um estudante universitário, representante de um grupo que protestava contra "o autoritarismo" e a presença da polícia nas universidades.

"Os estudantes não são terroristas, e sim é o Governo, que desaparece com estudantes", diziam o universitário.

O estudante, que se identificou como aluno da Universidade de la Guajira, norte da Colômbia, entrou no Centro de Convenções junto com seus companheiros e, para a surpresa do auditório, se dirigiu ao palco a convite de Uribe.

O estudante denunciou que nas universidades não só se sofre "ameaças, deslocados e terrorismo", mas também "outro tipo de violência", e enumerou assassinatos e violações a seus direitos, em muitos casos por agentes estatais.

Uribe pediu para "sustentar a queixa" sobre "o autoritarismo" na universidade colombiana, e não deixar no ar denúncias "abstratas".

O estudante, que depois se identificou como Guillermo Botero diante dos jornalistas, disse que é membro do Comitê Estudantil Universitário da Colômbia (Ceuc).

"Estamos cansados de que se mingúe o sentido democrático da universidade pública. O que está acontecendo com o Governo colombiano é um problema de autoritarismo", disse Botero, referindo-se a uma ordem presidencial dada a Polícia, há duas semanas, para que entrem nas universidades nas quais se registrar distúrbios.

Uribe deu a ordem depois que na Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá vários policiais ficaram queimados com um ácido lançado por supostos estudantes usando capuzes para encobrir seus rostos.

O presidente disse que seu Governo acredita em conceitos, entre outros, no da universidade científica, mas advertiu que "não se pode permitir que setores violentos se infiltrem" nas salas de aula.

Os países que participam da CRES 2008 são Alemanha, Argentina, Aruba, Austrália, Bahamas, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Haiti, Honduras e Índia.

Também estão presentes delegados da Itália, Jamaica, México, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

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