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26/06/2008 - 18h13

Hillary e Obama tentam sanar feridas com dinheiro

César Muñoz Acebes Washington, 26 jun (EFE).- A senadora Hillary Clinton pediu hoje aos principais arrecadadores financeiros de sua campanha que apóiem o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, após eleições primárias desgastantes que o partido procura deixar para trás.

"Acredito firmemente que a melhor forma de continuar esta luta é escolher Barack Obama como nosso presidente", disse hoje Hillary em discurso perante a Associação Nacional de Funcionários Latinos Eleitos e Designados (Naleo, na sigla em inglês), anteriores a sua reunião com os doadores.

Desta forma, Hillary começou a materializar a ajuda que dará a Obama com os eleitores hispânicos, que apoiaram de forma arrasadora a senadora.

Obama também precisa de dinheiro e, para conseguir isso, ele e Hillary compareceram hoje em Washington, pela primeira vez desde o fim das primárias, em um ato a portas fechadas em um hotel.

A audiência contou com a participação de cerca de 200 bundlers, como são conhecidos os que usam suas conexões com pessoas de alto poder aquisitivo para captar doações para o candidato.

Com isso, Hillary retribuirá a Obama, que esta semana pediu a sua equipe financeira que ajude a obter fundos para saldar a dívida de US$ 22 milhões gerada pela campanha eleitoral da senadora.

Dessa dívida, US$ 10 milhões correspondem ao dinheiro que ela mesma emprestou aos seus cofres eleitorais e que acabará perdendo se não conseguir que os doadores a ajudem antes da convenção democrata, em agosto.

A cooperação econômica entre os dois pode ser um dos pontos de partida para apagar a animosidade entre muitos de seus partidários.

Além disso, as campanhas negociam de que forma Hillary participará de comícios a favor de Obama e que papel terá o ex-presidente Bill Clinton, quem emitiu duras críticas ao senador por Illinóis durante as primárias.

Amanhã, deve acontecer o abraço público, já que Obama e Hillary comparecerão de um comício em New Hampshire.

Essa unidade é aspirada pelos líderes democratas, que querem fechar o mais rápido possível as feridas abertas no partido pela árdua disputa nas primárias.

Por outro lado, como candidato indiscutível dos republicanos, John McCain teve meses para unir as bases do partido e engrossar suas contas bancárias.

O fenômeno arrecadador de Obama perdeu parte de seu vigor nos últimos meses, e por essa razão, o gesto de hoje de Hillary perante os doadores é de real importância.

Obama só captou em maio US$ 1 milhão a mais que seu oponente republicano, algo que teria sido impensável no começo do ano.

Uma enquete divulgada hoje pela Universidade de Quinnipiac, em Nova york, coloca Obama a frente em quatro estados que poderiam guardar a chave da vitória nas presidenciais: Colorado, Michigan, Minnesota e Wisconsin.

Ganhará a Presidência em novembro os que conseguirem conquistar os cerca de dez estados onde os eleitores ainda não se decidiram por republicanos ou democratas.

Em comunicado, um dos responsáveis pela pesquisa, Peter Brown, afirma que Obama "sai na frente em todos os lugares e caso não mude nada entre agora e novembro fará história" ao se transformar no primeiro presidente negro dos EUA.

O democrata recebeu outra boa notícia hoje. A central sindical mais importante do país, AFL-CIO, anunciou seu apoio a Obama.

A declaração já era esperada, pois os sindicatos nos EUA costumam se aliar com os democratas.

No entanto, algumas das 56 organizações trabalhistas que integram a coalizão tinham apoiado Hillary durante as primárias e por isso o voto unânime a favor de Obama é outro passo rumo à unidade democrata.

A AFL-CIO pretende gastar mais de US$ 53 milhões em mobilizações políticas a favor de Obama e dos legisladores democratas nas eleições de novembro.

Com esse dinheiro, a central sindical aspira conseguir mais US$ 13 milhões de eleitores em 23 estados considerados prioritários.

Obama agradecerá.

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