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14/07/2008 - 11h17

Betancourt recebe Legião de Honra em Paris

Paris, 14 jul (EFE).- Ingrid Betancourt recebeu hoje do presidente da França, Nicolas Sarkozy, as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra, dedicada por ela aos colombianos, em particular a seus companheiros de cativeiro na selva seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A condecoração é para "todos os que sofreram", "os que não voltaram" e os que continuam cativos e esperam voltar à liberdade, declarou Betancourt emocionada em um ato realizado na sacada do jardim do Palácio do Eliseu diante de milhares de convidados para a festa por ocasião do Dia da Queda da Bastilha.

Ao impor as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra em nome da França, Sarkozy disse a Betancourt, que tem nacionalidades francesa e colombiana, que ela é "um símbolo de esperança".

"Há mais de seis anos que nós a esperávamos. Bem-vinda", acrescentou o presidente francês ao se referir à libertação de Betancourt no dia 2 "de mãos de torturadores medievais em uma das florestas mais inóspitas do mundo".

Assim como fez quando Betancourt chegou à França dois dias depois de sua libertação em uma operação do Exército colombiano, Sarkozy prometeu continuar "ajudando" para conseguir a soltura dos que seguem seqüestrados pelas Farc.

"Digna, reta, orgulhosa, corajosa", Ingrid Betancourt foi "um exemplo para cada um de nós", destacou Sarkozy, ao afirmar que a França quer dar o testemunho de sua "admiração e reconhecimento".

Além da primeira-dama da França, Carla Bruni, e do ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, presenciaram o ato vários familiares de Betancourt: seus filhos, sua mãe, sua irmã e o ex-marido.

Sarkozy, que homenageou a família da ex-refém das Farc, pediu a Betancourt que fique "o maior tempo possível na França", onde está segura e é querida.

Com a voz embargada, Betancourt disse que não merecia a distinção, mas revelou estar muito feliz por recebê-la.

A ex-refém falou em espanhol para dizer que dedicava esse momento "aos colombianos" que foram libertados juntamente com ela e àqueles que nunca voltarão, como os deputados de Cali assassinados há um ano pelas Farc, assim como àqueles que continuam cativos e esperam "sua vez" para voltarem à liberdade.

Betancourt não assistiu pela manhã ao tradicional desfile militar por ocasião do Dia da Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789.

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