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25/07/2008 - 21h08

Ollanta Humala atribui "crise" no Peru a Governo de Alan García

Lima, 25 jul (EFE).- O líder do opositor Partido Nacionalista Peruano Ollanta Humala afirmou hoje que "o Governo e os grandes interesses transnacionais" são os principais responsáveis pela atual crise do Peru, marcada pelos protestos sociais devido ao aumento de preços dos alimentos.

Ele acrescentou que "milhões de peruanos que votaram por uma 'mudança responsável' em 2006 não se sentem somente frustrados, mas também indignados por escutar todos os anos promessas tantas vezes descumpridas".

"Nem a custosíssima campanha midiática, nem a repressão ou os insultos presidenciais conseguiram convencer ou esconder a magnitude desta crise, que impede o país de consolidar sua democracia e se desenvolver apesar do crescimento econômico", acrescentou.

Na sua opinião, "o modelo neoliberal imposto constitucionalmente por (o ex-presidente Alberto) Fujimori, e que se mantém até hoje, aprofundou as fraturas e desigualdades existentes entre os peruanos".

Segundo ele, não interessa às pessoas que controlam o poder no Peru "a existência de um plano de desenvolvimento", pois o neoliberalismo só favorece "a uma minoria rica, associada e dependente do capital estrangeiro".

Nos últimos seis anos, a economia peruana teve um crescimento acumulado de 54% do PIB, enquanto os salários reais subiram apenas 3%, assinalou.

"O fantasma da inflação volta a aparecer", alertou Humala, que atribuiu a "reaparição" tanto ao componente internacional, quanto ao crescimento da demanda interna, impulsionado pelas expectativas criadas pelo Governo na população.

"A inflação está sendo detida por um fundo de compensação aos combustíveis de aproximadamente US$ 1,754 bilhão ao ano e, se este dique se romper, agravará o processo inflacionário com a alta no preço dos alimentos", ressaltou.

Também chamou a atenção para a repressão policial às manifestações de protesto contra o Governo do presidente Alan García, que deixou 17 civis mortos.

Humala, que propôs "uma economia nacional de mercado, com eqüidade social, integrada ao mundo", fez as afirmações durante um discurso comemorativo dos dois anos do Governo de García, que se completam em 28 de julho.

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