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29/07/2008 - 21h43

Perdas de Wall Street afetaram contas de N.York, diz governador

Nova York, 29 jul (EFE).- O governador de Nova York, David Paterson, pediu hoje colaboração para combater uma situação econômica que "vai piorar" e afirmou que as perdas de Wall Street estão tendo um efeito "devastador" nas contas do estado.

"Farei tudo o que puder para evitar que os nova-iorquinos congelem quando chegar o frio", comprometeu-se Paterson em uma incomum mensagem televisionada para todo o estado, na qual apelou à "constância e à austeridade" dos cidadãos e dos poderes públicos.

Após reconhecer os esforços que as famílias nova-iorquinas fazem para tomar "decisões difíceis" e "fazer mais com menos", o governador prometeu que "o estado seguirá o caminho liderado pelos nova-iorquinos".

Segundo Paterson, estes "duros momentos" das finanças nova-iorquinas se devem boa parte ao efeito "devastador" da evolução de Wall Street, que "está afetando todas" as comunidades.

Ele detalhou que enquanto em junho de 2007 os 16 bancos que mais pagam impostos por lucro forneceram às contas públicas estatais mais de US$ 173 milhões, um ano depois deram US$ 5 milhões, 97% menos.

"Nossa situação econômica é tão dura que eu quis me dirigir a todos vocês esta tarde para interá-los (da situação)", explicou Paterson, que pediu para "não desperdiçar uma só oportunidade para atuar".

"Hoje lhes prometo que vamos atuar". E, para isso, anunciou, foi convocada uma "sessão de emergência" do poder legislativo do estado, que se reunirá em 19 de agosto para buscar medidas que permitam combater a desaceleração econômica.

Entre as medidas previstas, Paterson anunciou que pretende reduzir o gasto público, potencializar as colaborações com o setor privado, cortar os impostos à propriedade e ajudar as famílias com o custo da calefação.

"Mas tudo isto não posso fazer sozinho. Preciso de toda a sua ajuda, assim como a dos líderes do setor privado e público e daqueles que servem em Washington", disse.

Um de seus pedidos expressos foi que se recorra o menos possível aos cartões de crédito, pois "a era de comprar agora e pagar cada vez mais tarde acabou".

Paterson, que assumiu o cargo em março por causa da demissão de seu antecessor, após ser vinculado a uma rede de prostituição de luxo, reconheceu hoje que ficou assustado ao saber que o déficit inicialmente orçado seria de US$ 5 bilhões.

Em maio, o déficit de Nova York previsto para os próximos três anos chegava, segundo detalhou Paterson, ao número recorde de US$ 21,5 bilhões.

Mas, com a piora das condições econômicas, esse valor foi revisto e elevado até US$ 26,2 bilhões, o que supõe um "assombroso aumento de 22% em menos de 90 dias".

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