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02/08/2008 - 12h30

Beduínos do Sinai exigem posse de terras e libertação de ativistas presos

Shibana (Egito), 2 ago (EFE).- As principais tribos beduínas do Sinai, no nordeste do Egito, concordaram hoje em exigir do Governo egípcio a libertação dos beduínos presos e o direito à posse das terras onde vivem.

Representantes das tribos dos Tarabin, dos Zawarka, dos Tiyaha e dos Rumailak se reuniram hoje sob um toldo de 400 metros quadrados, de cor vermelha e desenhos amarelos e azuis, montada em um deserto da região de Shibana, perto da fronteira com Israel.

Entre os presos reivindicados, insistem na libertação de Mosaad Abu Fagr, ativista beduíno detido no ano passado, e de Moussa Abu Rabaa, xeque da tribo Tiyaha e desaparecido há seis anos.

As outras exigências consistem em que as autoridades "não marginalizem os beduínos, principalmente quando procurarem trabalho", tanto no setor público quanto no privado.

Os moradores da Península do Sinai, situada entre a África e a Ásia, estão há anos exigindo melhores condições de vida, o que, segundo eles, o regime egípcio nega. Calcula-se que haja 300 mil beduínos vivendo no Sinai.

A reunião de hoje foi realizada em um ambiente de tranqüilidade e sem a presença policial, apesar das medidas de segurança mobilizadas desde ontem pela Polícia, que reforçou seu dispositivo nas localidades próximas a Shibana.

Além disso, os beduínos decidiram desconvocar uma manifestação programada para hoje e disseram que aguardarão uma resposta oficial, uma vez que a enviaram, antes de decidirem intensificar suas posturas.

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