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01/09/2008 - 15h47

Lugo denuncia complô de Duarte e Oviedo contra seu Governo

Assunção, 1 set (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, denunciou hoje um complô do ex-chefe de Estado Nicanor Duarte e do general reformado Lino Oviedo contra o processo democrático.

"O meu Governo não permitirá que se afete a soberania do povo e os que pretendem levar adiante projetos conspiratórios encontrarão resistência com todos os instrumentos que a Constituição nacional põe em minhas mãos", afirmou Lugo em mensagem dirigida aos paraguaios.

Segundo Lugo, na noite de ontem aconteceu uma reunião na casa de Oviedo, na qual participaram além de Duarte, o presidente do Congresso, Enrique González Quintana, o Procurador-geral do Estado, Rubén Candia, e o magistrado da Justiça Eleitoral Juan Manuel Morales.

Para o encontro, foi convidado o general Máximo Díaz Cáceres, que faz a ligação das Forças Armadas com o Parlamento e que também notificou sobre o assunto o comandante das Forças Militares, general Bernardino Soto Estigarribia, que acabou alertando Lugo.

Segundo Lugo, os reunidos consultaram Díaz Cáceres sobre a opinião dos militares a respeito da crise instalada no Congresso pelo juramento como senador de Duarte.

Lugo assinalou que Díaz Cáceres foi convidado por González Quintana para uma reunião em sua casa. Para isso, lhe enviaram um veículo que "o levou (...) a uma residência particular que era o domicílio do general Lino Oviedo".

Segundo ele, nesse lugar, Díaz foi convidado por Oviedo a entrar em uma sala onde "foi consultado sobre qual seria o parecer das Forças Armadas diante da crise parlamentar".

"O general Díaz respondeu que era um assunto político que deveria ser resolvido em tal âmbito", comentou Lugo, que destacou a atuação do chefe militar, que se retirou da reunião.

"Como presidente constitucional (...) quero destacar a gravidade institucional dos fatos que revelam um comportamento incompatível com a aspiração de todo o povo paraguaio", assinalou Lugo, que já está há duas semanas no poder.

"Como presidente da República ratifico meu juramento solene de fazer cumprir a Constituição e as leis", disse Lugo, ao assegurar que não permitirá que as Forças Armadas "sejam utilizadas por interesses sectários".

"Peço aos cidadãos que fiquem alerta perante as intenções golpistas de setores antidemocráticos e retrógrados", acrescentou.

Já González Quintana negou a existência da reunião, enquanto Morales afirmou que não participou dela, alegando que estava trabalhando em seu escritório.

A denúncia presidencial acontece em meio a uma crise institucional no Senado, já que a maioria considera ilegal o juramento de Duarte, que constitucionalmente é senador vitalício, com voz mas sem direito a voto.

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