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06/09/2008 - 10h35

Pesquisa diz que somente Tony Blair poderia fortalecer trabalhistas

Londres, 6 set (EFE).- Uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal "The Independent" mostra que somente o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair poderia melhorar as chances do Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais do país.

Com Blair como candidato, os trabalhistas conseguiriam diminuir de 19 para 10 pontos a vantagem dos conservadores em intenções de voto, segundo a pesquisa, elaborada pela empresa ComRes para o jornal.

Liderados por Blair - que não pode voltar a ser líder, porque não é mais deputado -, os trabalhistas conseguiriam 31% dos votos, contra 41% dos conservadores, nas próximas eleições gerais, que devem ser realizadas no máximo em 2010.

Por outro lado, se o atual primeiro-ministro, Gordon Brown, se apresentar como candidato, sua formação obteria 25% dos votos, contra 44% do partido de David Cameron.

Com esses resultados, os conservadores teriam uma vantagem de 182 cadeiras na Câmara dos Comuns.

A boa notícia para Brown, que assumiu o lugar de Blair em junho de 2007, é que nenhum de seus possíveis sucessores consegue melhores resultados que ele.

Dessa forma, tanto o ministro de Exteriores, David Miliband, quanto o de Justiça, Jack Straw, obtêm as mesmas porcentagens de apoio e, com eles como candidatos, os conservadores se mantêm com 44%.

As opções do partido governamental seriam piores ainda se os candidatos fossem o ministro da Saúde, Alan Johnson, ou a número dois do partido, Harriet Harman.

No primeiro caso, a vantagem dos conservadores seria de 21 pontos (44% frente 23% para o trabalhismo), e no segundo, de 22 (45% contra 23%).

O apoio ao trabalhismo cairia ainda mais com o ministro da Educação, Ed Balls, como candidato: ele seria apoiado por 22%, frente aos 44% que optariam pelos conservadores.

A pesquisa, para a qual a ComRes entrevistou mil cidadãos entre os dias 3 e 4 deste mês, aponta outras más notícias para Brown.

Nem ele nem seu partido agradam à metade dos que participaram da pesquisa, mas o primeiro-ministro tem resultado ainda pior: 20% dos entrevistados estão satisfeitos com o trabalhismo, mas não com o líder da legenda, enquanto apenas 8% apóiam Brown, mas não a formação.

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