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17/09/2008 - 12h06

Radovan Karadzic diz que defenderá a si mesmo para garantir julgamento justo

Haia, 17 set (EFE).- O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic afirmou hoje no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) que não poderá se beneficiar de um julgamento justo caso não se defenda de si mesmo, pois ninguém conhece os fatos melhor que ele.

Na primeira audiência preliminar, Karadzic declarou que seu objetivo é "esclarecer a verdade" e destacou: "não permitirei que um julgamento que tem que ser justo somente pareça isto".

O suposto criminoso de guerra afirmou: "estou defendendo as pessoas que sofrem, a minha própria nação e não posso deixar minha defesa para ninguém mais".

O juiz Ian Bonomy tentou persuadir o acusado de que seria melhor ter um representante legal, mas Karadzic rejeitou esta proposta.

"A decisão é sua, mas, considerando que o senhor considera que representa pessoas e nações, acho que isto mereceria a melhor defesa possível", declarou o magistrado britânico.

O ex-líder servo-bósnio enfrenta, entre outras, acusações de genocídio, de crimes de guerra e de lesa-humanidade, por crime cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

Entre os crimes pelos quais é acusado estão a morte de quase 8 mil muçulmanos, incluídas crianças, no enclave de Srebrenica em 1995 e o cerco a Sarajevo, no qual milhares de pessoas perderam a vida.

Por enquanto, se desconhece a data na qual começará o julgamento, que ainda poderia ser atrasado por alguns meses, embora o tribunal queira evitar um processo de vários anos como o do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, incompleto por causa da morte do réu em 2006.

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