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07/10/2008 - 14h54

Avião obrigado a aterrissar no Irã é da Otan, diz imprensa

(Atualiza com novos dados) Teerã, 7 out (EFE)-. Caças iranianos interceptaram um avião do tipo Falcon, ligado à Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), e o obrigaram a aterrissar em um aeroporto de Teerã, informou hoje a agência de notícias "Fars".

Segundo a agência, posteriormente foi permitido que o avião retomasse viagem.

A nova informação vai de encontro a outra da mesma agência, que havia dito que o aparelho tinha registro americano e que viajava para o Afeganistão, quando entrou no espaço aéreo iraniano e foi obrigado a aterrissar.

Segundo os últimos dados da "Fars", o fato ocorreu na terça-feira passada e o avião, procedente da Turquia, levava militares de diferentes nacionalidades, entre eles húngaros, em direção a uma das bases da Otan no Afeganistão.

O avião foi obrigado a aterrissar no aeroporto de Maharabad, próximo a Teerã.

Segundo a agência, que cita como fonte um de seus correspondentes, os ocupantes do avião foram interrogados pelas autoridades iranianas, que averiguaram que a aeronave simplesmente se perdeu em sua rota. Por essa razão, decidiram permitir que retomassem sua viagem.

A "Fars" explicou que alguns países, entre eles Hungria, já pediram desculpas ao regime de Teerã.

Por sua parte, a rede de televisão por satélite iraniana "Alalam" assinalou em seu site que uma fonte militar iraniana negou em comunicado que os ocupantes do avião fossem americanos.

Um diretor do Estado-Maior da Forças Armadas iranianas, que não apareceu identificado, disse à emissora que o avião tentou atravessar o espaço aéreo iraniano como um vôo militar em 3 de setembro, mas o Irã rejeitou sua entrada por ser uma aeronave militar.

Segundo a fonte, os ocupantes do avião eram todos militares, mas não americanos.

Após comprovar que não tinham más intenções, as autoridades iranianas permitiram que decolasse e abandonasse seu espaço aéreo.

Outras fontes, não identificadas e citadas pela rede de televisão, disseram que o avião pertence a uma organização de assistência humanitária da Hungria e que todos seus ocupantes eram húngaros.

O Pentágono negou que um avião militar americano tenha violado o espaço aéreo do Irã e, como conseqüência, fora obrigado a aterrissar.

"Sabemos onde estão todos os nossos aviões na região e não temos informação sobre uma aeronave que aterrissou no Irã", afirmou o coronel Patrick Ryder à imprensa local.

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