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09/10/2008 - 14h09

Otan enviará navios para proteger embarcações de ajuda humanitária de piratas

(acrescenta declarações do porta-voz da Otan e novos detalhes).

Budapeste, 9 out (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enviará navios para as águas próximas à Somália com o intuito de proteger navios que levam a este país ajuda humanitária do Programa Mundial de Alimentos da ONU em uma operação coordenada com a União Européia (UE).

Os ministros da Defesa dos países-membros da aliança militar decidiram hoje enviar navios em resposta a um pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou o porta-voz da Otan, James Appathurai.

O segundo grupo marítimo da Otan chegará às águas do Golfo de Áden "em duas semanas" para realizar exercícios nos quais protegerão os navios com ajuda humanitária, explicou.

Os navios de guerra da Otan permanecerão na região até dezembro, e é possível que continuem por mais tempo, adiantou outra fonte da aliança militar.

A frota da Otan se ocupará de duas missões: escoltar os navios do Programa Mundial de Alimentos para o transporte de alimentos essenciais e patrulhar as águas da Somália para ajudar a frear os ataques de piratas.

Essa força naval permanente é formada por sete fragatas, mas nem todas elas participariam das ações contra a pirataria.

Esta ação será realizada em "complementaridade completa" com outras operações contra a pirataria marítima na região, especialmente com a UE, acrescentou Appathurai.

Na semana passada, os ministros da Defesa da UE se mostraram a favor de lançar uma missão comum no Golfo de Áden, para a qual solicitaram ajuda à Otan e aos Estados Unidos, mas antes iniciaram uma célula de coordenação das operações que alguns países europeus realizam na região.

"Não há concorrência, mas muito trabalho a fazer", afirmou o porta-voz da aliança militar.

Se algum dos navios da Otan entrar em contato com os piratas somalis ou capturar alguns deles, terá que agir com segundo sua respectiva legislação nacional.

Nos últimos dois meses, os piratas somalis seqüestraram cerca de 20 embarcações na região do Chifre da África.

A pirataria se transformou em um "problema sério" para a navegação na região e uma "ameaça imediata" para a população da Somália, já que "bem mais que 40%" dos habitantes do país dependem da ajuda alimentícia transportada pelos navios do Programa Mundial de Alimentos, explicou o porta-voz da Otan.

Até agora, uma fragata canadense estava realizando essas tarefas de apoio aos navios com ajuda humanitária, mas esse compromisso termina no dia 20, acrescentou Appathurai.

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