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02/11/2008 - 18h34

Campanhas redobram esforços para mobilizar eleitores nos EUA

Teresa Bouza.

Washington, 2 nov (EFE).- Um exército de voluntários democratas e republicanos pede votos hoje, de porta em porta, em diversas partes dos Estados Unidos, a dois dias das eleições presidenciais, que poderá mudar o mapa político do país.

Os democratas partem como claros favoritos para o pleito de 4 de novembro, quando os americanos elegerão seu próximo presidente, renovarão a Câmara dos Representantes, um terço do Senado e escolherão 11 governadores.

A apenas dois dias das eleições, o jornal "The Washington Post" afirma hoje, em artigo, que o candidato democrata, Barack Obama, tem apoio suficiente para chegar à Casa Branca.

Mesmo assim, o candidato republicano, John McCain, não desanima e afirma que na terça-feira podem acontecer surpresas.

"Vamos ganhar estas eleições. Eu sinto, eu sei", disse hoje o senador pelo Arizona durante um comício na Pensilvânia, um estado em que os republicanos lançaram uma agressiva campanha, apesar das pesquisas apontarem Obama como favorito.

À espera de que os eleitores votem, os comitês de campanha mobilizaram centenas de milhares de voluntários, que vão hoje de porta em porta por todo o país solicitando apoio a seus candidatos.

Segundo Donald Green e Alan Gerber, dois professores da Universidade de Yale, o pedido de voto de porta em porta é o melhor sistema para a mobilização de eleitores, ao gerar um voto em média a cada 14 visitas.

As ligações, outro critério utilizado este fim de semana a partir dos milhares de escritórios dos comitês de campanha, são o segundo melhor método.

Temo Figueroa, diretor da equipe de Obama para o voto latino, explicou em entrevista à Agência Efe que a campanha do democrata tem uma rede de voluntários muito superior à de McCain.

"Essa é nossa principal vantagem", afirmou Figueroa, que acrescentou que só na Flórida, um dos estados-chave da campanha, eles possuem 200 mil voluntários.

O comitê de campanha de Obama conta com milhões de voluntários, em comparação aos cerca de um milhão do de McCain.

Apesar de ter menos recursos, os republicanos afirmam que fizeram mais de cinco milhões de ligações telefônicas na última semana e que bateram em milhões de portas em todo o país, números que superam em muito os das eleições presidenciais de 2004.

A tudo isso é preciso somar iniciativas como a da organização MoveOn.Org, próxima aos democratas, que lançou um vídeo personalizado que envia por e-mail para estimular os jovens a cumprir seu dever de cidadão.

O vídeo em questão mostra um informativo televisivo pós-eleitoral no qual McCain ganha as eleições por um só voto, o da pessoa que recebe o e-mail.

Pelo menos dez milhões de pessoas enviaram o vídeo a amigos, parentes ou conhecidos.

As campanhas contam também com famosos para inspirar os eleitores. Obama aparecerá hoje com o cantor Bruce Springsteen em Ohio e McCain esteve na sexta-feira no mesmo estado com o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

Analistas dizem que esse esforço de mobilização sem precedentes e o enorme interesse nesta campanha poderia se traduzir em um recorde de participação nos EUA, um dos países que tem baixa taxa de comparecimento às urnas entre as nações desenvolvidas.

O recorde nas eleições presidenciais modernas foi registrado em 1960, quando o jovem e carismático senador democrata John Fitzgerald Kennedy venceu Richard Nixon. Em 2004, a participação superou ligeiramente os 60%.

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