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11/11/2008 - 21h23

General venezuelano diz que navios russos não devem preocupar países vizinhos

Caracas, 11 nov (EFE).- O chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO) venezuelano, general Jesús González, assegurou hoje que as manobras navais conjuntas com a Rússia não devem preocupar a nenhum país vizinho nem afetarão as relações exteriores do país.

"Não há por que se preocupar ninguém, em absoluto", disse o general González em entrevista concedida à Agência Efe, em que qualificou de "muito boas" as relações com países vizinhos como a Colômbia e descartou que os exercícios ponham em risco as relações exteriores da Venezuela.

O oficial venezuelano fixou "para o final de novembro" a visita da frota russa, composta pelo cruzeiro de propulsão nuclear "Pedro, o Grande", o destróier "Almirante Chabanenko", um navio-tanque e outro de apoio.

O general González acrescentou que os exercícios navais em águas territoriais venezuelanas do Mar do Caribe poderiam durar "não mais de uma semana", apesar de não oferecer mais detalhes.

Ele reiterou que a Venezuela não tem "nenhuma pretensão expansionista nem nada que se pareça" e que as manobras militares e compras de armamento que podem ser firmadas na visita do presidente russo Dmitri Medvedev têm unicamente o objetivo de garantir a "integridade territorial" da Venezuela.

"Nossa integridade territorial é absolutamente prioritária (...). Queremos ser suficientemente dissuasivos para assegurar-nos de que nosso espaço territorial está garantido", precisou.

O general González explicou que as manobras consistirão em exercícios de "comunicações, trabalhos de patrulhamento, salvamento, ou de navegação própria", e que com elas está previsto a "troca tecnológica", ou a "aproximação das tripulações", tudo isso "no marco de cenários de cooperação" entre os dois países.

Apesar não precisar as datas, o general González disse que a frota russa deve atracar no porto da Guaira, próximo a Caracas e que "está aberta a possibilidade" de os cidadãos venezuelanos visitarem algum dos navios.

A visita de Medvedev está fixada para 26 de novembro, três dias depois das eleições locais e regionais, e pode acertar a compra de armamento russo que incluiria um número indefinido de tanques T-72M e carros blindados de infantaria BMP-3, assinalou.

Acrescentou que também estuda a possibilidade de adquirir plataformas de lançamento de mísseis, sistemas de defesa antiaérea TOR-1, submarinos, aviões-patrulha e helicópteros.

O general González reiterou que as compras têm unicamente uma vocação "defensiva" com que pretende resolver "carências históricas" da Força Armada Nacional (FAN).

Além disso, indicou que a necessidade de recorrer à Rússia é fruto da recusa dos Estados Unidos de permitir que a Venezuela adquira elementos com tecnologia militar deles.

Entre 2005 e 2007, Venezuela e Rússia assinaram 12 contratos de compra de armas russas no valor de US$ 4,4 bilhões para adquirir 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30, 50 helicópteros MIM-17, MI-26 e MIM-35, e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103.

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