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16/11/2008 - 09h44

Estudo revela diferenças na qualidade de vida na Europa a partir dos 50 anos

(Embargada até as 22h01 de Brasília) Londres, 16 nov (EFE).- Não é a mesma coisa ficar velho na Espanha ou na Estônia, nem os anos de aposentadoria na Dinamarca são aproveitados da mesma forma que na Itália, segundo um estudo publicado na revista médica "The Lancet" que reflete as diferenças na terceira idade entre os países europeus.

A conclusão principal do estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, é que existem "substanciais desigualdades no desfrute da vida com uma boa saúde a partir dos 50 anos", em uma escala comparativa de 25 dos 27 países-membros da União Européia (UE).

A situação é melhor entre os primeiros países integrantes da UE - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido e Suécia - do que entre outros dez Estados que entraram no grupo depois, e que também foram alvo do estudo.

Esses países são Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A pesquisa criou um índice chamado Anos de Vida Saudável (HLY, na sigla em inglês), que fixa a pauta sobre a qualidade de vida a partir dos 50 anos e a compara com o índice de expectativa de vida entre cada um dos países da UE.

Comparou-se a expectativa de vida de homens e mulheres, e veio a constatação de que, enquanto os homens italianos vivem uma média de 80,4 anos, os suecos uma média de 80,3 e os espanhóis uma média de 79,5, os da Letônia não superam os 71,3 anos e os da Lituânia morrem, em média, antes de chegar aos 71,7.

No caso das mulheres, a expectativa de vida das francesas (85,4 anos), das italianas (85,3) e das espanholas (85) também contrasta com a expectativa de vida das de Letônia (79,3 anos) e Hungria (79,4), embora em menor medida que a dos homens.

Mas a novidade do estudo é o índice HLY sobre qualidade de vida, que mostra que viver mais tempo não significa necessariamente viver melhor.

Embora os italianos e os franceses vivam mais anos, não são os homens europeus que têm melhor saúde dos 50 anos até a morte.

Os dinamarqueses ganham nessa escala. Mesmo tendo uma expectativa média de vida de 78,3 anos, os homens da Dinamarca têm uma média de 24,1 anos de "vida de qualidade" a partir dos 50, frente à média de 20,6 anos dos italianos.

Os malteses, mesmo tendo uma expectativa média de vida de 79 anos, vivem com boa saúde - a partir dos 50 anos - pelo menos até os 71,7 anos, em média.

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