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20/11/2008 - 20h25

Presidente chinês reforça crescente elo com economia peruana

Lima, 20 nov (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, encerrou hoje sua visita de Estado ao Peru na qual recebeu todo tipo de elogios de um país seduzido pela economia do gigante asiático, que já é seu segundo parceiro comercial.

Hu iniciou seu dia participando de um fórum de empresários junto ao presidente peruano, Alan García, e depois foi ao Congresso, que em uma sessão solene o condecorou com a máxima distinção da câmara.

No fórum de empresários, ficou evidente o vertiginoso ritmo ao qual cresceram as trocas comerciais, que no ano passado totalizaram quase US$ 5,3 bilhões.

Neste sentido, ele encorajou os empresários chineses a continuar investindo no mercado peruano.

Estes investimentos privados atingiram US$ 600 milhões em 2007, segundo a Confederação de Instituições Empresariais Privadas do Peru (Confiep), e fizeram com que o país se tornasse o maior alvo de investimentos da China na América Latina.

No entanto, a crescente presença chinesa no meraco peruano também despertou alguns receios, sobretudo no setor têxtil, já que os produtos de confecção chineses já representam cerca de 75% do mercado local.

Ontem, o bem-sucedido empresário chinês Jack Ma, guru do comércio eletrônico com sua empresa Alibaba.com, foi recebido com insultos na principal região têxtil peruana, Gamarra, onde alguns comerciantes exaltados queimaram roupas chinesas para protestar contra invasão.

O primeiro vice-presidente peruano, Luis Giampietri, se sentiu hoje obrigado a comentar os fatos, dizendo que "não se deve olhar (a crescente presença chinesa) com temor", mas com "a possibilidade que o país tem de aproveitar e exportar seus produtos ao maior mercado do mundo".

"Antes de perder tempo com discussões, o que se deve fazer é trabalhar para manter a qualidade dos produtos peruanos, de modo que sejam aceitos pelo consumidor chinês", frisou.

No entanto, o incidente de Gamarra foi o único em poucos dias nos quais políticos, empresários e imprensa se renderam aos pés do gigante asiático, admirado no Peru por seu extraordinário rendimento econômico.

Como já havia feito ontem o chefe de estado Alan García, hoje o presidente do Congresso, Javier Velázquez Quesquén, também não poupou elogios ao país asiático.

Quesquén afirmou que o papel da China no mundo deixou de ser "extremo" para se transformar no "centro da terra".

O presidente da câmara concedeu a Hu a máxima condecoração da câmara, e se comprometeu a debater e aprovar o mais rápido possível o Tratado de Livre-Comércio (TLC) que os dois chefes de estado deram ontem por concluído, embora algumas questões "jurídicas" tenham impedido que fosse assinado durante a visita.

O presidente da China, que viaja acompanhado de 12 ministros e funcionários com categoria ministerial, foi convidado para visitar o decadente bairro chinês de Lima, onde havia um menu especial para recebê-los, mas a delegação chinesa acabou desistindo da idéia.

Atualmente, existem em Lima apenas cinco mil restaurantes chineses. Um deles tinha preparado um autêntico festival gastronômico em homenagem a Hu, como reconheceu Luis Yong, presidente de uma associação peruano-chinesa.

Números extra-oficiais afirmam que atualmente mais de um milhão de descendentes de chineses até a quinta geração vivem no Peru.

Esses peruanos com ascendência chinesa se vestiram de gala para receber Hu com música, bailes e comida, mas a visita do presidente não foi aberta a muitos sentimentalismos.

Segundo as expectativas da classe empresarial peruana, a visita de Hu e de sua enorme delegação podem se traduzir em investimentos que totalizarão US$ 6 bilhões.

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