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21/11/2008 - 15h19

Advogado de empresário preso por captar dinheiro ilegal renuncia

Bogotá, 21 nov (EFE).- O advogado Abelardo de la Espriella, responsável pela defesa do empresário colombiano David Múrcia Guzmán, fundador do grupo DMG, confirmou hoje que renunciou ao caso por ter sido enganado sobre as atividades que cumpria a sociedade, processada por captar dinheiro de forma ilícita.

Da Espriella confirmou aos jornalistas que renunciou poucas horas depois de Guzmán chegar a Bogotá, deportado do Panamá, onde foi detido na noite de quarta-feira a pedido do Governo colombiano.

Ele explicou que nas últimas horas descobriu que DMG tinha duas contabilidades paralelas e fazia lobby no Congresso para aprovar projetos que favoreciam suas operações, conforme gravações reveladas por organismos oficiais.

"Lamento muito abandonar uma causa que juridicamente é muito interessante", expressou o letrado, quem lhe desejou a Guzmán sorte no processo penal.

O empresário foi transferido uma prisão de Bogotá, após chegar ontem à Colômbia e de submeter-se aos trâmites de judiciais.

Este homem, de origem humilde, ele ganhou enorme fortuna captando fundos de pessoas em troca de cartões pré-pagos para consumo de produtos e serviços, com altos juros.

A firma DMG chegou a ter várias empresas e a matriz interditadas pelas autoridades na segunda-feira, depois que o Governo decretou estado de emergência social para enfrentar a quebra dos escritórios ilegais conhecidas como "pirâmides" que captavam recursos prometendo lucros altíssimos.

Após interrogar Guzmán na sede da Procuradoria, as autoridades revelaram uma gravação em que supostos colaboradores dele falam em dar milhões a políticos regionais para facilitarem as atividades da empresa.

Por outro lado, o advogado Da Espriella disse que se sentiu enganado porque enquanto negociava em Bogotá a entrega do empresário, este aparentemente tentava fugir do Panamá por estrada, possivelmente para a Costa Rica.

Na quarta-feira a Procuradoria da Colômbia pediu a captura de Guzmán e de outras seis pessoas de sua família e de suas empresas, das quais já foram detidos, além dele, seus colaboradores Margarita Pabón e Daniel Rueda.

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